Leptospirose: perigo após chuvas

Categoria: Saúde

Autor(a): Gustavo A. Gonçalves | Colaborador(es): Leila Bonfietti Lima | Cidade: Campinas | 06/08/2013 - 09:56

“Amplamente disseminada, é de considerável importância como problema econômico e de saúde pública”
Foto meramente ilustrativa: Divulgação

Foto meramente ilustrativa: Divulgação

A leptospirose é uma doença bacteriana de caráter zoonótico que afeta os animais domésticos, silvestres e o homem. Entre os roedores, o rato (Rattus norvegicus) representa o mais importante reservatório da Leptospira, tendo os cães e gatos grande importância na epidemiologia da doença por sua estreita relação com o homem. Amplamente disseminada, é de considerável importância como problema econômico e de saúde pública. No homem, em geral, ocorre na forma de surtos que acontecem por exposição à água contaminada com urina ou tecidos provenientes de animais infectados, particularmente nas ocasiões em que há elevados índices de precipitações pluviométricas, e nas regiões em que o solo apresenta reação neutra ou levemente alcalina, associando-se ainda a uma variedade de espécies hospedeiras que facilitam a cadeia de eventos necessários para a transmissão da doença. Porém, pode ser observada não só na forma endêmica mas também esporádica.
Homens e animais infectados tornam-se portadores de Leptospira em âmbito renal, eliminando-a pela urina durante longos períodos, podendo ocorrer por meses. No caso de roedores peridomiciliares e silvestres assintomáticos, esse período pode se estender por toda a vida. A persistência do agente na natureza e o elevado potencial de infecção são assegurados pela diversidade de identidades sorológicas, a multiplicidade de espécies hospedeiras e o relativo grau de sobrevivência no ambiente sem parasitismo (em condições de alto grau de umidade, proteção contra raios solares, temperaturas adequadas e pH neutro ou levemente alcalino), ainda que as Leptospiras patogênicas não se multipliquem fora do organismo dos hospedeiros. Leptospira canicola e L. Icterohaemorrhagiae são os sorotipos mais comumente associados com a leptospirose em animais domésticos. Contudo, infecções por sorotipos L.grip potyphosa, L.bratislava, L.ballum, L.pomona e L.tarassovi têm sido reportadas.
 
Prevenção
É importante que a população seja esclarecida sobre as razões que determinam a ocorrência de leptospirose e o que deve ser feito para evitá-la. Deve ainda ter acesso fácil aos serviços de diagnóstico e tratamento. O risco de transmissão pode ser reduzido nos centros urbanos através da melhoria das condições de infraestrutura básica (rede de esgoto, drenagem de águas pluviais, remoção adequada do lixo e eliminação dos roedores). A limpeza e a dragagem de córregos e rios são medidas fundamentais para reduzir a ocorrência de inundações. Equipamentos de proteção, como botas e luvas impermeáveis, devem ser oferecidos às pessoas com risco ocupacional. O esclarecimento da população é de suma importância para evitar a exposição a esse agente patológico. Por se tratar de uma zoonose é essencial o envolvimento de órgãos públicos e privados em campanhas educativas.
 
Dr. Gustavo A. Gonçalves
Médico veterinário Vet Ypiranga Hospital e Pet Shop.
www.vetypiranga.com.br


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