Gatinhos briguentos

Categoria: Felinos

Autor(a): Dra. Rachel Borges | Colaborador(es): Leila Bonfietti Lima | Cidade: Campinas | 06/08/2013 - 09:22

Seu felino não foge de uma boa briga e sempre chega machucado em casa? Saiba dos riscos que ele corre e como agir diante de tais circunstâncias
Gatinhos briguentos Foto: Divulgação

Gatinhos briguentos Foto: Divulgação

Os felinos domésticos possuem hábitos noturnos que incluem caçar, reproduzir-se e explorar territórios diariamente. Normalmente, em um grupo de felinos existe sempre um que é o dominante do território e este quase sempre é o portador da maioria das doenças infectocontagiosas dos gatos. Como nos momentos de disputas ocorrem arranhaduras, mordeduras e quedas, a incidência de doenças degenerativas infecciosas vem aumentando. Estas patologias não possuem cura, apenas com alguns tratamentos é possível prolongar por um pequeno período a vida dos animais.
A ocorrência de lesões após conflitos é bastante comum. Os felinos normalmente disputam fêmeas no cio, território ou alimento. A recomendação para fêmeas e machos, no caso de gatos domésticos, sempre será a castração. Além do controle de natalidade, também ocorrerá diminuição hormonal levando o felino a reduzir as brigas indesejáveis. Os machos normalmente são mais agressivos e possuem garras mais desenvolvidas devido à diferença de tamanho em relação às fêmeas.
No caso de algum felino aparecer lesionado, o tratamento de urgência que deve ser aplicado é a lavagem dos ferimentos com soro fisiológico seguido de uma aplicação de iodopovidona isolada, dando continuidade com pomadas cicatrizantes no local e antibiótico oral. Quando o tutor possuir mais de um felino doméstico, deve manter o que estiver lesionado isolado por um período de sessenta dias após a briga e não liberar o contato com os demais antes de realizar um exame de sangue completo e específico para FIV e FELV, além de cultura e antibiograma, no caso de permanência da lesão, para que seja identificada a presença de fungos que podem ser zoonoses, como a espotricose, por exemplo. Para manipular o animal nesse período será necessário sempre a utilização de luvas, máscaras e focinheiras, no caso de o felino ser agressivo. O acompanhamento de um médico veterinário será fundamental nestes casos, pois o gato deve estar devidamente vacinado, evitando assim a proliferação de doenças mais graves, como a raiva, por exemplo. Campanhas de vacinação ocorrem anualmente e as demais devem ser feitas no consultório veterinário.
Animais imunodeprimidos que possuem exposição a outros podem contrair doenças respiratórias e também transmitir para os demais, por isso, em hipótese alguma se deve permitir que os gatos façam passeios noturnos e retornem ao ambiente doméstico sem uma observação prévia. Felinos domésticos precisam possuir hábitos adequados para que a relação com seus donos seja correta, agradável e saudável.
 
Dra. Rachel Borges
Médica veterinária

PET ART - Humaitá-RJ
vet.rachel@gmail.com




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