Plano de saúde pet: proteção antecipada para seu gato

Categoria: Estilo de Vida

Autor(a): Júlio Mangussi | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co. | Cidade: Campinas | 07/05/2019 - 20:49

Veja os benefícios e fatores que devem ser analisados ao contratá-lo.
VasylDolmatov/Istockphoto.com

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Nos últimos anos, diversas novidades têm surgido no mercado pet. Entre elas, estão os planos de saúde para animais. Oferecendo distintos serviços veterinários, que variam de acupuntura a consultas de rotina, eles possuem o mesmo mecanismo dos utilizados pelos humanos.
A diferença está na popularidade. Estima-se, segundo o IBGE, que há 74 milhões de cães e gatos em domicílios brasileiros, mas um número muito pequeno de tutores que aderem aos planos. “O número estimado daqueles que têm planos de saúde gira em torno de 10 mil, uma quantidade ainda muito pequena”, aponta Wilson Grassi, médico veterinário diretor da Anclivepa São Paulo e do Hospital Veterinário Público de São Paulo-SP.
Para ele, o mercado de clínicas veterinárias pode ser extremamente ineficiente e injusto, por isso o plano de saúde é uma opção benéfica para toda a estrutura. Segundo Wilson, os veterinários geralmente recebem por comissão de atendimentos e muitas vezes passam horas ociosas. O grande problema é quando, após horas sem atender, aparece um animal doente no final do expediente e o profissional precisa gerar o faturamento de um dia inteiro para pagar suas contas e as da clínica. Do mesmo modo, existem muitos gatos doentes precisando de atendimento, mas que não têm acesso aos serviços, pois seus tutores não têm dinheiro para despesas. “Para mim parece óbvio demais que devemos cobrar pouco de muitos, em vez de cobrar muito de poucos. Além de mais justo, isso pode ser muito mais lucrativo para a clínica e para o veterinário”, analisa. “Penso que dentro da clínica não é lugar para fazer negócio. Acredito que a contratação de um plano de saúde deva ser feita antes, com o animal saudável, de preferência pela internet. Dentro das clínicas, os profissionais cuidam apenas dos tratamentos”, opina o profissional, que é responsável pela rede de clínicas Wilson Grassi e Medicina com Carinho.

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Boa opção para seu felino

Antes de contratar um plano de saúde pet, é preciso avaliar se seu gato realmente necessita desse serviço. Se ele precisar ir com frequência ao veterinário, pode ser uma boa alternativa para economizar os gastos com consultas, que podem custar cerca de R$80,00 cada. Além disso, especialistas podem acompanhar de perto animais que são propensos a doenças específicas de cada raça.
“Um plano de saúde pet que tenha preço baixo e ampla cobertura pode proporcionar tranquilidade financeira ao tutor e acesso aos cuidados com os animais. Além disso, o plano favorece muito bem a medicina preventiva”, salienta Wilson.
Para quem tem uma família felina grande, também pode ser uma ótima alternativa, já que há diferentes tipos de planos disponíveis no mercado. Alguns oferecem descontos de acordo com a quantidade de bichanos. Caso você precise de um veterinário em uma situação de emergência também pode ser vantajoso, uma vez que há risco de não encontrar um profissional disponível justo nesse momento. Além disso, tem a questão econômica, pois você conseguirá garantir socorro ao seu amigo, independentemente de quanto você tiver no bolso. “A pior coisa que vejo em minha carreira são gatinhos doentes, que esperam por tratamento, enquanto seus responsáveis não têm dinheiro e foram pegos de surpresa com a doença”, diz Wilson.

Para quem tem uma família felina grande, também pode ser uma ótima alternativa, já que há diferentes tipos de planos disponíveis no mercado. Alguns oferecem descontos de acordo com a quantidade de bichanos. Caso você precise de um veterinário em uma situação de emergência também pode ser vantajoso, uma vez que há risco de não encontrar um profissional disponível justo nesse momento. Além disso, tem a questão econômica, pois você conseguirá garantir socorro ao seu amigo, independentemente de quanto você tiver no bolso. “A pior coisa que vejo em minha carreira são gatinhos doentes, que esperam por tratamento, enquanto seus responsáveis não têm dinheiro e foram pegos de surpresa com a doença”, diz Wilson.

Mtr/Istock.com
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Um mau negócio

Muitos tratamentos veterinários são considerados caros por alguns tutores, principalmente pelos com renda mais baixa. Por isso, o plano de saúde pode ser uma boa opção, mas é preciso ficar atento a alguns fatores.
É importante salientar que, como acontece com os humanos, os planos podem possuir carência, limites e variar o preço de acordo com a idade do gatos.
Deve-se avaliar também o que, de fato, a empresa oferece para seu amigo felino. Existem planos com cobertura limitada em relação aos procedimentos, tratamentos, locais e horários. Ou seja, no caso de uma emergência, esse tipo de plano restrito pode ser inútil e você terá que pagar uma taxa extra, ou mesmo procurar outro veterinário que esteja de plantão. “Nesses casos existe o risco da surpresa, de pagar o plano e ainda ter um gasto extra com a emergência”, alerta Wilson.
É preciso sempre atentar-se às cobranças de taxas abusivas. “Decerto, nenhuma prática abusiva, oriunda da contratação em exame, deve ser admitida, seja em relação às taxas aplicadas ou em qualquer outra cláusula contratual, tendo em vista os preceitos da legislação civil e do Código de Defesa do Consumidor, que têm por intuito proteger e resguardar o consumidor/tutor de quaisquer ocorrências dessa ordem”, ressalta a advogada especialista no mercado pet, Luciana Seabra da Rocha. Nesses casos, o consumidor/tutor deve procurar conhecer seus direitos, assim como apurar se há efetivamente abusos por parte da empresa. Para isso, ele pode dirigir-se ao atendimento do Programa Estadual de Defesa dos Consumidores – Procon local, ao Poder Judiciário, junto ao atendimento ao público do Juizado Especial de Pequenas Causas, ou, ainda, pro- curar um advogado que examine o contrato e verifique a existência de eventuais práticas abusivas. O profissional poderá avaliar quais as melhores medidas a serem tomadas.

5 dicas que você precisa saber antes de assinar o contrato

Dolgachov/Istock.com
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Vale ressaltar que cada empresa oferece um tipo de plano, por isso é preciso analisar minuciosamente o contrato antes de assiná-lo. A advogada especialista no mercado pet, Luciana Seabra da Rocha, recomenda que o tutor mensure qual será o custo-benefício e em quais condições os serviços serão oferecido. Ela destacou alguns pontos que devem ser considerados, confira:
1. Atenção às cláusulas de negativa de cobertura e das implicações da existência de doenças pré-existentes no animal. Assim, o tutor não será surpreendido com a recusa de uma consulta;
2. Analise com muito cuidado as cláusulas de carência e inclusão de novos animais e filhotes, inclusive das ninhadas de fêmeas já inscritas no plano;
3. Leia com atenção a cláusula de rescisão, considerando os casos de óbito, furto ou desaparecimento do animal;
4. Fique de olho na forma de correção dos valores pactuados, seja em razão do reajuste das mensalidades ou do prazo em que ocorre. Também não esqueça de verificar as penalidades contidas no contrato, como multas, caso o tutor se torne inadimplente;
5. As cláusulas de renovação contratual também devem ser examinadas com atenção, a fim de garantir que da renovação não resultem prejuízos ao consumidor/ tutor, e, mesmo ao gato, que poderá ter seu tratamento interrompido.
 
Escolha uma empresa qualificada

Você, tutor, avaliou as vantagens e desvantagens e decidiu contratar um plano. E agora?
Primeiro, é preciso ter muita calma e pesquisar para escolher uma empresa qualificada. Segundo Luciana, tanto os profissionais médico veterinários, quanto os consultórios, as prestadoras de serviços e a própria empresa de plano de saúde são obrigadas a ter o registro junto ao Conselho de Medicina Veterinária da jurisdição em que atuam. É obrigatório ainda que o Conselho possua a relação de toda a rede credenciada da empresa de seguro/plano de saúde. “Deste modo, havendo restrições e impedimentos aos profissionais ou a qualquer uma das instituições citadas, o próprio Conselho de Medicina Veterinária possuirá tal informação, devendo se encarregar de comunicar à empresa de plano de saúde veterinário que deverá afastar esse profissional ou serviço de sua rede credenciada”, explica. Todavia, independentemente da atuação e obrigação de fiscalização da entidade, antes de fechar qualquer contrato, pesquise sobre a qualidade do serviço prestado pela empresa. Pergunte a amigos e conhecidos, informe-se! A internet pode ser muito útil nesses casos. Cheque as reclamações contra a empresa e sua idoneidade.

Agradecimentos:
Luciana Seabra da Rocha
Advogada e sócia-fundadora do escritório Seabra da Rocha Advocacia e Consultoria, em Porto Alegre-RS. Com experiência no atendimento do mercado pet, desenvolveu a Pet Law, consultoria jurídica e de negócios focado em empresas e pessoas físicas que atuam no mercado pet.

Wilson Grassi
Médico veterinário diretor da Anclivepa São Paulo e do Hospital Veterinário Público de São Paulo-SP. www.wilsonveterinario.com.br
 
 
 
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