Zoonoses e doenças infecciosas: o que pode ser transmitido para o homem e o pet?

16/04/2020 - 10:27

Saiba mais sobre as principais zoonoses e doenças que acometem o homem, mas às quais os pets estão a salvo, como dengue e o novo coronavirus
Gatos: Filhotes de Maine Coon. Gatil: Cidade dos Anjos

Gatos: Filhotes de Maine Coon. Gatil: Cidade dos Anjos

As zoonoses, segundo definição da World Health Organization, são “doenças ou infecções naturalmente transmissíveis entre animais vertebrados e seres humanos” e representam 60% das doenças infecciosas que acometem humanos. Entre as doenças emergentes (como é o caso da esporotricose zoonótica), esse valor chega a 75%, ou seja, de cada quatro novas doenças infecciosas que surgem, três são zoonoses. Com isso, podemos concluir que o número dessas doenças que podem afetar o homem é muito grande. Porém, isso não significa que não devemos conviver com os animais. Medidas simples podem fazer toda a diferença para a sua saúde e a saúde do seu pet, como lavar as mãos após lidar com animais; manter seu pet saudável levando-o periodicamente ao veterinário, com as vacinas e controle parasitário em dia; manter sempre limpo o ambiente onde o animal fica; não deixar comida exposta ao tempo; e, muito importante, adotar a criação indoor de gatos – ou seja, totalmente sem acesso à rua. 


Zoonoses em felinos

 Entre as doenças transmitidas por gatos, temos a esporotricose, que tem o gato como principal reservatório no meio urbano e ainda não há vacina contra ela. Gatos que têm livre acesso à rua têm até três vezes mais chances de se infectarem e adoecerem por esporotricose zoonótica, doença emergente que vem aumentando sua ocorrência e disseminação espacial no Brasil. Além dela, a bartonelose, conhecida como “doença da arranhadura do gato”, também pode afetar humanos. O gato, na maioria das vezes, apresenta infecções subclínicas de bartonelose, sendo hospedeiro assintomático, albergando a bactéria Bartonella spp. em suas unhas e boca. A castração é uma medida de controle muito importante para essas duas doenças, pois durante a cópula pode ocorrer transmissão devido ao hábito do macho de unhar e morder a fêmea. Além disso, a castração pode deixar seu animal mais calmo, com menor propensão a sair e mais fácil de conter em casa. É importante também sempre lembrar da cautela ao nos aproximarmos de animais desconhecidos. Ele pode se assustar e para, se defender ou mesmo para brincar, pode nos morder e arranhar, podendo gerar uma ferida infectada de difícil tratamento. 

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