Bengal, o gato celebridade

05/12/2016 - 18:17

Se existisse uma calçada da fama para gatos, com certeza essa raça teria sua marca em destaque. Saiba os motivos!
Gatil Rio de Janeiro Proprietária: Tayna Hanada Foto: Johnny Duarte

Gatil Rio de Janeiro Proprietária: Tayna Hanada Foto: Johnny Duarte

A beleza dos gatos selvagens sempre tirou profundos suspiros de nós, humanos. Quem nunca teve vontade de ter uma onça em casa, como pet? Foi para atender a esse desejo de muitos gateiros que, há 30 anos, a criadora californiana Jean S. Mill desenvolveu os Bengals. 

A história da raça começou em 1963, quando Jean tinha, como animal de estimação, uma fêmea de leopardo asiático, pequeno gato selvagem que habita florestas da Ásia. Surpreendentemente, ela deu à luz dois filhotes, mesmo não havendo um macho da mesma espécie naquela região. Jean concluiu, então, que os gatinhos poderiam ter sido resultado de cruzamento híbrido, ou seja, entre animais de diferentes espécies. No caso, de um leopardo asiático com gato doméstico. Ainda mais surpreendente foi constatar que a fêmea que resultou dessa cruza, chamada de Kin Kin, era fértil, possuía as rosetas típicas de gatos selvagens e era mais dócil que sua mãe. Então, a partir de 1975, Jean iniciou seu projeto de criação efetivamente, quando adquiriu cinco filhotes de ninhadas de leopardos asiáticos com felinos domésticos, produzidos pelo pesquisador Willard Centerwalls. Ele realizava um estudo sobre o motivo de a espécie selvagem resistir ao vírus de tipo “C” da leucemia felina, doença que acomete gatos domésticos até hoje.

Jean percebeu que para obter gatos dóceis e ótimos pets, era preciso acasalar os descendentes do leopardo asiático com gatos domésticos por quatro gerações consecutivas. A primeira geração foi chamada de “F1”, que tinha pelagem e temperamento muito parecidos com os do leopardo asiático. Contudo, o temperamento desejado aparecia nas gerações seguintes, ao cruzar os gatos F1, com gatos domésticos, gerando assim, as gerações F2, F3, e assim por diante. Para tentar manter as marcações selvagens, Jean introduziu até gatos da raça Mau Egípcio, conhecidos por terem uma pelagem com marcação de spots (pintas) semelhantes à dos felinos selvagens. Com o passar dos anos foi possível chegar a exemplares com marcações perfeitas, como as que vemos nos Bengals de hoje.

Para a alegria de Jean, a raça Bengal foi aceita pela The International Cat Association (TICA) em 1986 e atualmente é considerada a mais exibida em exposições.


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