Ragdoll está entre as raças que não param de crescer

04/10/2016 - 12:53

Esse gigante pertence ao grupo de gatos mais criados e é um dos mais populares no mundo. Investigamos o motivo desse sucesso
Gato: GC Siempre Amar Joy of Sanguetsu Raça: Ragdoll  Gatil: Sanguetsu Proprietária: Sandra Schor Foto: Alexander Rodrig

Gato: GC Siempre Amar Joy of Sanguetsu Raça: Ragdoll Gatil: Sanguetsu Proprietária: Sandra Schor Foto: Alexander Rodrig

Conhecer um Ragdoll e não se apaixonar por ele é um desafio e tanto para qualquer amante de gatos. Beleza e afetuosidade se unem nesse gatão, que é um dos maiores do universo felino. São cerca de 9 kg de pura fofura para abraçar. Não à toa, muitos não resistem e se entregam aos encantos desse bichano, que hoje está entre os mais populares do mundo. 

Sucesso nas Américas e Europa
Para se ter ideia, nos Estados Unidos, seu país de origem, o Ragdoll foi o 4º mais criado em 2015, segundo a Cat Fanciers Association (CFA). Ele ficou atrás apenas das raças Exótico, Persa e Maine Coon. Já pela The International Cat Association (TICA), outra importante associação felina norte-americana, durante o mesmo período o gato só não foi mais criado que o Bengal. “Existem cerca de 300 criadores de Ragdoll filiados ao clube Ragdoll Fanciers Club International”, destaca o americano Wain Pearce, que cria o felino há 20 anos  e já foi presidente dos dois mais importantes clubes da raça no país.

O grandalhão felino também é muito adorado na Grã-Bretanha. Somente uma raça é mais popular que ele por lá, a tradicional British Shorthair, conforme dados de 2014 da Governing Council of the Cat Fancy (GCCF), principal instituição felina local. “A popularidade dos Ragdolls decorre ao fato de que eles são os animais de estimação perfeitos para a família”, ressalta Candice Prowting, do clube britânico da raça, o British Ragdoll Cat Club. “Eles esbanjam gentileza”, diz.

Desde sua chegada ao Reino Unido no início dos anos 1980, o bichano tem se tornado cada vez mais popular. Verdade seja dita, no início era difícil alguém conhecê-lo e foi preciso tempo para conquistar o público. Como não existia internet, a promoção da raça se deu por meio de revistas e exposições. “Há dez anos, muitas pessoas ainda nunca tinham ouvido falar dele”, lembra. Oposto de hoje em dia. “A popularidade aumentou bastante. Na Grã-Bretanha todo mundo conhece pelo menos uma pessoa que tenha um Ragdoll”, aponta Candice.

Os números na GCCF não disfarçam a fama do felino. Em 1997 eram 943 gatos registrados, enquanto que, em 2015, foram 2.855. “Em menos de 20 anos, o número de registros da raça aumentou mais de 300%!”, enfatiza a inglesa.   

Em competições felinas, eles se assemelham às estrelas de cinema. Filas se formam quando é permitido que o público toque os Ragdolls. “A raça parece lançar um feitiço sobre os gateiros, que são atraídos pela beleza dela, com seus grandes olhos azuis, pelos macios e requintados”, avalia.  

Todo esse sucesso não se restringe aos gatos do Reino Unido. Nos últimos anos também ocorreu um crescimento considerável do número de Ragdolls na França, segundo o livro de registros local, o Livre Officiel des Origines Félines (LOOF). Em 2013, havia 76 registros, hoje são 1.764, que colocam esse gato na posição de 7ª raça mais criada no país. Já na Finlândia, o felino é o mais criado, à frente de outras raças como Maine Coon, Sagrado da Birmânia e Persa. 

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