Gatinhos vencedores

Fotos de arquivo pessoal

Fotos de arquivo pessoal

Perguntamos aos nossos leitores em nossa página do Facebook, se eles tinham alguma história de superação felina para compartilhar e muitos foram os e-mails que recebemos com relatos emocionantes. Em alguns momentos de nossa vida ao lado desses felinos, diversas situações podem nos colocar em desespero, mas o amor que sentimos por eles faz com que tudo termine bem. Por isso, separamos histórias um pouco tristes no começo, mas com finais muito felizes! Adoramos conhecer mais sobre os gatinhos dos nossos leitores que todos os meses prestigiam nossa revista e ficam por dentro de dicas e novidades do mundo felino. E gostaríamos de compartilhá-las com mais pessoas, então confira as historias e nos envie as suas também!

A guerreira Tinkerbell
Daianne Fernandes, de Cajamar-SP, conta que, assim que sua gatinha Tinker nasceu, notou que ela e os irmãozinhos estavam mamando pouco, tinham o nariz frequentemente sujo e faziam um barulho diferente quando respiravam. A tutora os levou ao veterinário que constatou que estavam com rinotraqueíte. A gatinha e um macho da ninhada estavam em estado mais grave, e para salvá-los Daianne teve que comprar leite para filhotes e dar na mamadeira e entrar em uma rotina de inalações de três vezes ao dia. No segundo dia o felino não resistiu, mas Tinker ainda lutava. “A pegávamos na mão para dar mamadeira e ela nem se mexia, os olhos e o focinho estavam com bastante secreção. O clima estava muito frio, por isso tinha de levantar durante a madrugada para fazer inalação quando percebia que a respiração dela estava ofegante”, conta Daianne. Para a alegria da tutora, ela sobreviveu ao terceiro dia de vida com a ajuda da família e continuou lutando. Daianne conta que a gatinha voltou a mamar na mãe dela no quarto dia, com perseverança ela foi voltando ao seu estado normal. “Depois de passarmos por tudo isso e conseguirmos salvá-la, não tivemos coragem de colocá-la para adoção, e mesmo já tendo dois gatos em casa ficamos com ela também. Agora temos seis gatos dos quais dois são deficientes, possuem apenas três perninhas. Ela é a única que bate nos outros, é a que quebra as coisas em casa, é a que quer colo quase o dia todo, e quer conversar o tempo todo... é nossa alegria. Sobreviveu a tudo para nos proporcionar momentos especiais”, celebra a tutora.

Mia, a gatinha que pulou da janela
Adriana Fernandes Cruz, de Jundiaí-SP, é dona de Mia, uma gatinha de 2 anos de idade. A tutora conta que, após se mudar para um apartamento no 4º andar, ela e o marido rapidamente colocaram redes de proteção nas janelas dos cômodos, com exceção da cozinha já que achavam que não representaria perigo algum para ela, mas viram que estavam enganados e aprenderam a lição da pior maneira possível. “Logo nos primeiros dias ela começou a sair pela janela da lavanderia e ficar no parapeito. Eu estava sempre vigilante e logo a tirava dali. Mia fez isso por semanas”, lembra Adriana. Cerca de 1 mês depois, ela e o marido estavam conversando na sala quando escutaram um barulho de arranhão na parede, o coração do casal congelou no mesmo momento e ela soltou um grito avisando seu marido que a felina tinha caído do 4º andar. Ele não acreditou, correram para a janela e viram o instante exato em que ela bateu no chão. “Fiquei sem reação, na mesma hora meu marido desceu correndo e eu fiquei ali na janela desacreditada, só escutava o miado dela, que parecia expressar dor, nunca vou me esquecer”, relembra. Quando chegou à porta, escutou o som do elevador chegando em seu andar, seu marido com uma expressão de choque segurava nos braços aquele corpinho envolto em sangue. “Enrolamos Mia numa toalha e corremos para o veterinário. Quando chegamos lá, foi horrível! Ela estava com um vaso do olhinho estourado e para piorar era sábado, teríamos que esperar até segunda-feira para fazer o raio-X”, afirma Adriana. A gatinha foi sedada, tomou soro e, em seguida, foram para casa. A família lembra como passaram aquele domingo: extremamente preocupados e tristes. A gatinha não se mexia, não comia, sequer miava. Na segunda-feira, logo no primeiro horário, levaram-na para fazer os exames e foi detectado que Mia estava com a clavícula quebrada e o céu da boca abriu de fora a fora. “Meu mundo caiu com essa notícia, corremos com ela novamente para o veterinário”, conta. Mia foi submetida a uma cirurgia para costurar o palato e colocar a clavícula no lugar. Voltaram com ela para a casa no final do dia com muito medo de que não se recuperasse. O momento era muito delicado e então uma nova luta se travou, pois Mia não queria comer, nem tomar água, não se mexia nem para ir à caixa de areia de tanta dor que sentia. Os tutores foram orientados a dar água, leite e patês para gato pela seringa. Nos três primeiros dias ela se recusava, tinham que abrir a boca com cuidado e colocar a comida no canto para que engolisse. Eles a levavam na caixa de areia porque estava imóvel. “Choramos todas as lágrimas do mundo nesses dias, ela nos olhava com uma carinha tão triste que doía a alma. Minha gatinha sempre fora tão espoleta, meu coração se partia ao vê-la daquele jeito”, diz Adriana. A tutora se comprometeu a todos os dias, na hora do almoço, correr para casa para dar comida na seringa e colocar a felina na caixa de areia. Com toda a dedicação de Adriana, o pesadelo começou a se dissipar, no 4º dia perceberam uma pequena melhora. No 5º dia, ela já se mexia e tentava sair da caminha, mas ficou parada depois de ter andado menos de 1 metro. Somente no 7º dia começaram a ter alguma esperança, pois sua mãe ligou dizendo que ela saiu da cama e foi para a cama dos donos. “Quase morri de alegria, quando cheguei em casa à noite ela me olhou com a carinha mais meiga do mundo e começou a miar, um alívio invadiu meu coração e tive a certeza de que ela ia ficar boa logo”, conta. Mia foi submetida a outra cirurgia para novamente fechar o palato e voltou a comer sozinha após cinco dias. Adriana conta que foram inúmeras idas ao veterinários para dar pontos, tirar, enfaixar e fazer exames. Em aproximadamente dois meses ela já estava pulando para todos os lados. “Foi uma guerreira essa minha princesinha”, celebra. Dois dias após o acidente, a tutora colocou tela nas duas janelas da lavanderia para nunca mais correr riscos. “Assim que Mia voltou a andar e mesmo toda enfaixada, adivinhem onde ela foi?”, ri Adriana.

Gustavo é do tipo que não desiste nunca
Esmeralda Lunelli, de Curitiba-PR, adotou Gustavo, um gatinho branco e amarelo, há 10 anos. Quando chegou à ONG para escolher um felino, estava determinada a levar para casa um gato preto, mas quando esse laranjinha veio em sua direção pedindo colo, não resistiu! Mas nem tudo foi como a tutora havia imaginado. Logo que chegou ao seu novo lar, Gustavo começou a se sentir mal e a tutora suspeitava que ele teria adquirido alguma virose na ONG, pois estava com a imunidade muito baixa. Não queria comer, começou a se esconder, respirava com dificuldade, tossia e espirrava com frequência. “Levei-o em vários veterinários e nada adiantava, pois ele tinha alergia, problemas respiratórios, rinotraqueíte e, por fim, foi diagnosticado com pneumonia. Quase não tinha peso de tão doentinho que era”, conta Esmeralda. A tutora revela que o pior momento foi quando os médicos disseram que ela deveria estar preparada para o pior. Não acreditando no que eles falaram, Esmeralda não perdeu sua fé, fez suas orações pela cura do felino e em seguida o levou para outro especialista. “Na consulta, ele disse simplesmente para que eu o colocasse em um ambiente onde tivesse vapor, então fui instruída a levá-lo comigo no banho e deixá-lo perto do box para respirar ali. Fui aperfeiçoando o conselho do vet, coloquei essências que ajudavam na respiração e ele foi melhorando até ficar novinho em folha”, comemora. Infelizmente os desafios de Gustavo não pararam por aí. Alguns meses depois ele teve giárdia no intestino que levou dez meses de tratamento, mas também se recuperou. Mais tarde, no ano de 2010 o bichano começou a apresentar falta de apetite. Esmeralda conta que ele até tinha vontade de se alimentar, mas não conseguia. “Eu percebi que havia um odor estranho em sua boquinha e foi aí que constatei que o problema era a gengiva. Novamente corri para a veterinária que indicou uma clínica especializada em Odontologia felina. Lá, constataram que ele estava com lesão de reabsorção”, relata. Após o diagnóstico, ele passou por uma cirurgia e extraiu os dentes que estavam comprometidos, inclusive com as raízes destruídas. “Tudo passou, ele venceu, está lindo e sempre agradecido e ronronante, distribuindo alegria e paz para nossas almas”, se orgulha Esmeralda.

História enviada por: Jornalismo Top.co - Campinas / SP - 04/10/2016 - 00:00

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