12 curiosidades sobre filhotes felinos

Imagem de gwendoline63 por Pixabay

Os bichanos têm o tempo ideal para conhecer o mundo, dormem muito e não devem tomar leite de vaca

Todo gatinho filhote representa um mundo totalmente novo, seja pela vida dele, que está só começando, ou pelas descobertas dos tutores com tudo que envolve o seu crescimento e desenvolvimento. Apesar de cada pet ter características únicas, existem particularidades e curiosidades que todos os filhotes compartilham. Venha descobrir algumas delas nas próximas páginas.

1) Filhote… mas até quando?

Os gatos geralmente são considerados filhotes até completarem 1 ano de vida, quando se tornam adultos. A exceção ocorre em animais de raças gigantes, como o Maine Coon, que apresenta um desenvolvimento mais lento e pode levar até 3 anos para atingir a fase adulta. 

2) O olho vai mudar de cor

Não fique achando que aquele olho azul do seu gatinho vai necessariamente acompanhá-lo na vida adulta. Quando ele nasce, ainda não tem os olhos completamente desenvolvidos – aliás, é por isso que permanecem fechados por alguns dias. “A cor azulada se deve à imaturidade dos olhos do bebê. É a partir da quinta ou sexta semana de vida que os olhos do gato ficam totalmente maduros, mudando para a cor definitiva”, explica Daniela Formaggio, médica-veterinária especializada em felinos do Hospital Veterinário Taquaral, em Campinas, SP.

3) Surdos nos primeiros dias

Além de nascerem sem os olhos completamente maduros, os gatinhos também nascem surdos. Somente aos 9 dias de idade a orelha fica completamente aberta, mas a audição plena só virá entre a quarta e a oitava semana de vida.  

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4) Leite? só o materno

Muitos desenhos e filmes nos levaram a acreditar que o leite de vaca da nossa geladeira está liberado para os gatos, mas não é o caso. Nem mesmo para filhotes, como explica Daniela. “O leite de herbívoros, como é o caso do leite de vaca e de cabra, tem uma composição diferente do leite dos mamíferos. Ele é rico em lactose e pobre em gorduras e proteínas. Se alimentados com esse leite, os filhotes podem apresentar diarreia, gases e até desnutrição, se essa for a única fonte de alimento oferecida ao animal.”  

O leite que o gatinho deve tomar, portanto, é só o produzido pela própria mãe ou algum substituto indicado pelo veterinário. 

5) Ele dorme o tempo todo 

Gatos na fase adulta normalmente dormem bastante, até 16 horas por dia, e filhotes superam essa marca. 

O normal para a espécie felina é que bebês cheguem a até 20 horas de sono nesse início de desenvolvimento.

6) Tem hora para socializar

Do segundo até o sétimo mês de vida, os gatinhos estão bem receptivos aos estímulos externos e devem ser socializados. Segundo a médica-veterinária Victoria Pereira, proprietária da clínica especializada em gatos The Cat Doctor, de São Paulo, gatos devem ser acostumados ao máximo de situações. “Além de socializar com pessoas e animais, o gato deve ser acostumado a todo tipo de coisa: a andar de carro, viajar, escovar o dente e comer sachês e petiscos além da ração”, lista. A profissional defende que o filhote seja acostumado, nesse período, até mesmo com o seu veterinário. “Um filhote que foi bem socializado se torna um adulto feliz e tranquilo, tanto em relação a outros animais como em relação a pessoas de fora de seu convívio familiar”, conta Daniela. Um gato adulto também pode ser socializado, mas um filhote tem mais facilidade. Caso o pet não passe por esse processo no tempo indicado, pode ser mais difícil para ele se adaptar quando for adulto.

7) Um ronronar, vários significados

Qualquer apaixonado por felinos adora este som característico que eles geralmente fazem quando estão calmos e satisfeitos, mas nos gatinhos esse ronronar tem a função de ajudar a mãe gata a localizar esses filhotes e de avisá-la que estão com fome. 

8) Traumas de infância afetam a vida adulta

Como dito, as primeiras semanas de contato com o mundo são muito importantes para o gatinho, que está desenvolvendo sua relação com o ambiente, as pessoas e outros animais. Portanto, é importante que cada nova experiência seja apresentada de uma maneira cuidadosa, como a primeira consulta ao veterinário e a primeira escovação dos pelos, por exemplo. 

Se conduzidas de forma muito abrupta e agressiva, essas experiências poderão causar traumas que o acompanharão na vida adulta.

9) Gato acostumado em casa não sai para dar “voltinhas”?

É mito que um gatinho acostumado desde filhote a ficar dentro de casa não sai para passear na rua. Daniela explica que eles são pets extremamente curiosos e que faz parte da sua natureza explorar o território ao seu redor. “Uma das mais fortes características da espécie felina é que eles são caçadores. Mesmo que o gato tenha temperamento calmo ou que seja sedentário, é possível sim que ele possa querer se aventurar para fora de casa se houver uma oportunidade”, diz. Por isso é importante que haja a proteção de telas em janelas que evitem as fugas. 

10) Alimento gostoso e saudável

Após o desmame, é importante introduzir para o gatinho tanto a ração seca quanto o sachê com alimento úmido. “O sachê é o melhor alimento para os gatinhos e ele deve ser apresentado desde cedo para o pet, porque é uma comida bem mais parecida com o que eles comem na natureza, com quase 30% de água. A ração seca tem de 10 a 15%. Ele nunca vai ficar bem hidratado só com a ração seca”, esclarece Victoria.

11) Eles podem ser muito inseguros

Como pets que ainda trazem muito da natureza selvagem em si, os gatos podem ser um pouco arredios e inseguros, mesmo quando filhotes. “Por isso é importante fornecer ao gatinho um ambiente onde ele consiga se sentir seguro. Uma dica é espalhar pela casa caixas ou outros objetos que ele possa fazer de toca. Assim o filhote pode se esconder quando se sentir ameaçado”, sugere Daniela.

12) Já nasce sabendo enterrar a urina e as fezes

Existem certos conhecimentos que o gato não precisa aprender, ele reproduz por instinto. É assim com o uso da caixinha de areia. “Eles começam a usá-la para enterrar as fezes e a urina a partir da quarta semana de vida. Isso ocorre, na maioria das vezes, de forma instintiva, sem que seja necessário ensinar o filhote”, aponta Daniela. Antes desse momento, continua Daniela, a mãe gata lambe a área anal e genital do filhote para estimular a eliminação e ingere as fezes e a urina na tentativa de deixar o ambiente limpo para seus filhotes.


Agradecimentos:

Daniela Formaggio
Médica-veterinária especializada em felinos do Hospital Veterinário Taquaral, em Campinas, SP. Facebook: hospital.taquaral

Victoria Pereira
Médica-veterinária pela universidade UNIABC, pós-graduada em Clínica Médica de Felinos pelo Instituto Qualittas Veterinária, mestre em Ciências Veterinárias pela Universidade de São Paulo, membro da American Association of Feline Practitioners e idealizadora e proprietária da Clínica The Cat Doctor, de São Paulo. www.thecatdoctor.com.br

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