Juanito. No dia 27 de setembro de 2005 cheguei de mudança em São José do Rio Preto- SP. Eu, minhas 3 cachorras e 2 gatinhos de 6 meses que eu recolhi das ruas quando tinham apenas 1 mês de idade. Com a ajuda de uma prima eu tentava colocar as coisas em ordem, já que minha mãe, por motivo de trabalho, só chegaria na próxima semana.
Já era noite quando escutamos miados altos e desesperados que pareciam vir do telhado, saí tentando encontrar o dono de tal miado tão desesperado, mas faltavam muitas lâmpadas na casa e eu nada consegui encontrar. Passei aquela noite na casa da minha prima e no dia seguinte voltei para terminar de arrumar as coisas, era tudo uma grande bagunça, mas aos poucos fomos colocando as coisas no lugar.
A noite chegou novamente e com ela o dono daquele miado inconfundível. Saí no quintal e então pude ver: um gato amarelo! Ele desceu do telhado até uma mureta e veio ao meu encontro. Quando encostei minha mão na sua cabeça, ele se esfregou no meu braço e chegou a babar de tanta alegria. Ele estava magro e um pouco machucado. Dei-lhe ração e um prato de leite.
Esse foi o início de uma grande amizade. Como poucas! Logo minha mãe chegou e não demorou a perceber que era impossível não se apaixonar por ele. Cuidei dos seus machucados, castrei, dei banho, acabei com as pulgas (que eram muitas!), e ele ganhou uma coleira e um nome: Juan! Nos tornamos parte um do outro, nos entendemos com um olhar, e quando eu o chamo: Juan, Juan! Ele responde de onde quer que esteja: nhaaaaa! Depois, através de alguns vizinhos, vim a saber um pouco da sua história.
Ele era da antiga moradora da casa que quando mudou o deixou para trás, abandonado à própria sorte. Sozinho e sem saber o que tinha acontecido, ele rondou a casa durante meses, com fome, sede e frio, esperando que alguém voltasse. Felizmente eu cheguei e nós nos encontramos! Não foi só ele que ganhou uma nova família, fui eu que o ganhei! O Juan agora leva a vida de rei que merece, e eu nem consigo mensurar tudo que aprendemos com ele.
Hoje temos 9 gatos, mas o Juan é especial, é único! Meigo, carinhoso, um encanto de gato! Sempre que penso em tudo que ele passou antes de nos encontrarmos não consigo conter as lágrimas, como agora. Mas também me alegro, porque pelo menos essa triste história de abandono teve um final feliz! |