Como o espaço na revista impressa é reduzido decidimos publicar as demais participações de nossos leitores no site, para que mais histórias de nossos curiosos felinos possam ser compartilhadas por todos. Confira mais algumas participações!
 

Rita Damasceno, de Porto Alegre-RS

O SRD de Rita Damasceno, de Porto Alegre-RS, já tem 16 anos. Nesta idade avançada, sofre de diversos problemas de saúde. “Michael tem insuficiência renal, câncer de pele e um abscesso no maxilar. Ele não tem condições de saúde para ser anestesiado, por isso, nem os tumores nem o abscesso podem ser retirados. Para o tratamento da insuficiência renal foram prescritos soro diário e outro medicamento. Como não podia pagar o soro na clínica, a veterinária me ensinou como fazer em casa. No começo, ele aceitou, mas após alguns dias, passou a morder, chutar e se contorcer na hora de fazer o soro. O remédio é caríssimo e difícil de encontrar, tive de fazer manipulado. Ele ainda come normalmente, mas está mais magro. É muito triste vê-lo partir porque ele nasceu em nossa casa.”

Juliana Santeramo, de São Paulo - SP

Juliana Santeramo, de São Paulo-SP, é dona de Gatinho que logo em seu primeiro ano de vida, teve sua bexiga reconstruída. “Gatinho teve problemas de obstrução na uretra e, como foi negligenciado pelos veterinários que o atenderam, a bexiga dele rompeu. Porém, encontramos outro veterinário que fez uma cirurgia de reconstrução de bexiga. Hoje já se passaram 1 ano da cirurgia e o Gatinho está forte e lindo. Mas o veterinário me advertiu que, como ele tem uma predisposição a ter obstrução uretral, ele poderá apresentar os primeiros sinais da doença a qualquer momento. Terei de observar sempre o estado de sua saúde. Gatinho come ração especial para que o problema não retorne. É uma luta, mas ele merece todo cuidado e carinho desse mundo, pois ele é muito especial!”

Débora Pimentel, de Brasília-DF


A mascote de Débora Pimentel, de Brasília-DF, chama-se Pit e foi adotada por ela e sua família quando se recuperava de danos irreversíveis: tem a língua e orelhas gravemente mutiladas. É uma bela história de superação. “No hospital, as providências imediatas foram a colocação de sonda, visando alimentação e hidratação, medicação e tratamento dos cotos das orelhas. Aos poucos a gatinha foi melhorando. Uma vez que ela não conseguia beber água sozinha, devido a ausência da língua, resolvemos testar bebedouros dos modelos e formatos destinados aos mais diferentes animais, porém nenhum deles apresentou resultado. Após alguns dias, mãos divinas entraram em ação e observamos que ela conseguia beber água sozinha, um mistério até hoje não plenamente solucionado. Efetuamos diversas tentativas, sem sucesso, para que ocorresse ingestão de ração seca. Desistimos e a alimentamos com ração de filhote, amolecida em água quente e triturada no liquidificador. Um dos maiores problemas que enfrentamos é a autolimpeza que faz parte da rotina diária dos gatos. Como cortaram toda a língua, ela entra em um círculo vicioso, tenta se limpar, não consegue devido à ausência da língua e acaba por se molhar com a própria saliva, aí tenta secar a saliva e se molha mais ainda, entrando num processo de comportamento obsessivo-compulsivo e às vezes acaba se ferindo. Apesar da plena confiança que ela tem na nossa família, ainda tem muito medo de pessoas estranhas. Quando chega alguém que ela não conheça, se esconde imediatamente. Entretanto, com a ‘família’, é extremamente carinhosa, gentil e doce, adora um ‘colinho’ e é mimada por todos.”

Pamella S. Malta de Duque de Caxias - RJ

Pamella S. Malta, de Duque de Caxias-RJ, adotou um gatinho com 15 dias de vida. Abandonado e doente precisou de muito amor e carinho de sua nova família. “Na 1ª noite que o Lolô dormiu lá em casa notamos que ele quase não andava, ficava parado e quietinho no lugar. Pela manhã acordei com o Lolô ‘engasgado’. Corremos para o veterinário e ele o diagnosticou como epilético. Passou um monte de remédios, mas nada adiantava. Resolvi então levá-lo numa especialista (neurologista) e outra bomba: além de ter convulsão também é cego! Ele toma gardenal 2 vezes ao dia. Houve uma vez que ele passou uma noite inteira convulsionando e acabou arrancando um pedaço da língua, tivemos até que dopá-lo. Até hoje não sabemos ao certo qual o problema dele, mas as convulsões se reduziram para 2 vezes ao mês. Ele tem uma vida normal dentro de suas limitações, corre, come, só não sobe nos móveis. Ele é um dengo, fofo, lindo demais, um gato super bem tratado e não precisa ter dinheiro para tratar de um animal, o que precisa é amor, dedicação e carinho. O Lolô parece que saiu de dentro de mim, eu o vejo como filho mesmo. Ele é um exemplo de força!”

Daniela Jacobsen de Navegantes - SC

Daniela Cristina Jacobsen, de Navegantes-SC, tem uma gatinha chamada Maya que sofre de imunodefiência felina (FIV), conhecida popularmente como HIV felino. “Quando encontrei a Maya ela era um filhotinho que se escondia num matagal perto do meu trabalho e vez ou outra vinha para próximo da rua tomar água em alguma poça que encontrava pelo caminho, arriscando sua vida em meio aos carros. Não tive como não adotá-la. Foi amor a primeira vista. Ela era tão frágil e desnutrida e tinha uma pequena mancha branca no pescoço. Levei no veterinário e era um fungo, pensei que devido a desnutrição e stress da rua tinham deixado ela com a imunidade baixa. O tratamento continuou por dois meses e não tinha melhora, passaram-se mais três meses e a família foi aumentando, adotei mais duas gatinhas a Talula e a Magali, mas a Maya ficava sempre isolada, fiz um quarto da casa só para ela, para que a Talula e a Magali não pegassem o fungo que a essa altura já estava nas suas orelhinhas. Depois de seis meses, e indo no veterinário constantemente, foi então feito um exame de sangue para saber como estava sua saúde geral, a Maya além do fungo já apresentava bastante cansaço e não estava se alimentando direito. Então o exame demonstrou que ela estava imunodeprimida, mas seria por causa da medicação para o fungo?? Teríamos que aguardar para fazer o exame específico para a FIV, a imunodeficiência felina. O coração estava apertado, se o exame desse positivo a Maya nunca poderia ter contato direto com a Magali e a Talula, pois o vírus da FIV poderia ser transmitido, fiquei muito apreensiva.  Por ordem do destino nunca a Maya teve contato direto com suas irmãs por causa de um fungo que agora era o menor dos problemas. Comecei a pesquisar muito sobre o assunto, enquanto esperava ansiosa o exame específico para o vírus da imunodeficiencia felina. Os dias foram passando e a Maya já tomava medicação para imunodepressão o que demonstrou uma melhora, o tratamento para o fungo eu parei completamente, então seria por isso que estava melhorando sua imunidade? Sonhei por muito tempo ter as três juntas correndo pela casa, aprontando e brincando...e um exame poderia impedir isso para sempre! O exame deu positivo. Desmoronei no início, fiquei muito abatida, a FIV normalmente dá seus primeiros sintomas com 05 anos de idade, a Maya não tinha nem um ano. Hoje, a Maya vive muito bem,tem tudo que ela precisa e o amor incondicional de sua dona, suas irmãs brincam pela casa toda e ficam só de bituca na porta do quarto onde a Maya reina suprema. Com a medicação ela está super bem, o contato com as irmãs pode prejudicar sua saúde pois ela não tem uma imunidade forte como a Talula e a Magali. A Maya adora minha companhia, toda noite quando chego do trabalho vou em seu quarto fico horas com ela, brincamos muito, depois basta lavar e higienizar bem as mãos e tenho mais duas gatinhas lindas me esperando para brincar. UFA! Não é fácil essa vida entre felinos! Na verdade é MARAVILHOSA!!!! A Maya está cada dia mais linda e a Talula e a Magali tenho certeza que  invejam aquele quarto todo bem arrumado ( talvez um pouquinho bagunçado), que a Maya hoje reside. Peço que todos os donos que tem um gatinho com o vírus não o abandonem ou sacrifiquem, eles podem viver normalmente, basta alguns cuidados bem simples. Amar é estar presente em todas as etapas da vida de um gatinho, não importa o que aconteça, eu, Maya, Talula e Magali estamos sempre juntas, mesmo que uma porta às vezes nos separe”.

Gisleine Vido Lopes de Santo André - SP


O bichano de Gisleine Vido Lopes, de Santo André-SP, sofre de uma doença muito comum entre seres humanos e gatos. “Meu gato Arthur é amarelo e de peito branco. Ele é tranquilo, adora dormir muito, e no seu local preferido: em cima do guarda-roupa. Haja higiene, pois é um local que acumula muito pó. No início, não me dei conta que seu narizinho cor de rosa ficava tão vermelho. Daí vieram as lágrimas, que aumentaram cada vez mais na época do inverno. Um dia, ele ficou muito ruinzinho, e a veterinária deu o diagnóstico: rinite alérgica. Como se não bastasse duas alérgicas em casa (eu e minha filha) surgiu mais um! E na forma felina! Bem, os cuidados são vários: manter limpo o chão e o alto dos armários sempre passando um pano úmido, e depois outro seco; não deixá-lo ir à varanda nos dias de frio, além de deixar seu edredonzinho sempre limpinho na caminha bem asseada. E muito carinho, ração (sempre seca) e água limpa!”

Aline Moreira Martins de Blumenau - SC

Aline Moreira Martins, de Blumenau-SC, tem uma persa, a Penélope que sofre de PKD (doença do rim policístico). “Os sintomas da PKD só se evidenciaram quando ela tinha 4,5 anos. Sempre fiz exames de rotina (sangue e ultrassom) e nunca foram apontadas alterações. Depois que descobri a doença, ela foi castrada, recebe ração especial renal e faço exames de controle periodicamente. Penélope tem uma ótima qualidade de vida, brinca, pede carinho, pede a sua ração (pois tenho mais gatos e dou o alimento separado para ela). Sei que sua longevidade não será tão longa, mas farei de tudo para que ela tenha qualidade de vida, afinal eu a amo!! E o amor move montanhas!”

 
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