Confira as respostas dos internautas

Como o espaço na revista impressa é reduzido decidimos publicar as demais participações de nossos leitores no site, para que mais histórias de nossos curiosos felinos possam ser compartilhadas por todos. Confira mais algumas participações!
 

Gata Mia

Esta história é de Thalita Dias Braga, do Rio de Janeiro, que nos conta as peraltices de sua gatinha Mia. “Minha primeira gata foi a Mia. Ela sempre foi mimada e tinha todas as atenções, embora esnobasse os donos às vezes. Dois meses depois surgiu a Misha, que também era filhote. Após alguns rosnados as duas passaram a conviver muito bem, até que quase um ano mais tarde surgiu o meu terceiro gato, o Ramsés. Ele é um gato muito carente e, como toda criança, adora brincar, mas a Sra. Mia não gosta muito de papo. Ela procura se manter a pelo menos 2 metros de distância dele e quando ele ameaça entrar no território dela, já começam os rosnados e fuzzz. Quase 7 meses depois e até agora a Mia continua disputando o território com o Ramsés. Mia adora ficar no banheiro esperando as gotinhas do chuveiro e, para garantir que Ramsés não entre, ela decidiu adotar uma postura: fica deitada na porta do banheiro e ai dele se tentar passar, com certeza vai levar patada!”

Pequena dominadora

Andréa G. M. Rebello do Rio de Janeiro conta como age sua gatinha Pipoca. Eita gata danada! “Minha pequena Pipoca nem disputou território, chegou dominando a área. Já possuíamos um gato SRD adotado da rua, que vivia ferido por brigas e, quando adotamos nossa mascote, ficamos até receosos com sua reação. Na realidade, a nossa Pitpoca (pois parece mais uma Pitbull), siamesa mestiça com energia de alta voltagem, apesar de pequena faz “gato e sapato” do mais velho. Fieldinho sofre! Mas o danado gosta de ser dominado, se joga no chão de barriga para cima e pede para ela atacá-lo. Nossa gata borralheira se acha dona de todos os brinquedos, comedouros etc. Vive invadindo a privacidade do irmão e, não satisfeita, quer invadir o território dos pais adotivos também. Basta dizermos: “Vamos prender a Pipoca”, e ela deita de imediato com carinha de anjinho, nem parece a mesma. É uma líder nata terrível, mas adorável e encantadora.”

Ordem na casa

Stella Márcia Iung de Castro, de Juiz de Fora-MG. “Possuo quatro gatos, sendo dois siameses, Duda e Guto, um persa, Juca e uma SRD, a Cléo. Porém, o Duda, é o Manda-Chuva deles. Incrível como os três o respeitam. Quando ele quer ficar na janela, para ver o movimento da rua através da tela de proteção, a janela tem que ser só dele. Tem quatro vasilhas com ração e água. Quando ele está comendo, nenhum dos gatos chega perto. Mas como os brutos também amam... Dá banho em todos, os lambem e dormem todos amontoados. Duda tem mania de ronronar e me pedir colo. Ele é amável... Aquele paizão que impõe respeito, mas também ama seus filhos. E o mais importante: ninguém é parente de ninguém. Amo meus filhos felinos!”.

Cada um no seu quadrado

Elma Dias Tavares, de Campinas-SP. “Tenho duas gatas, uma persa, a Corina, que é a mais velha e a Juliana, SRD. Percebo que a Juliana não fica nos lugares que a Corina costuma frequentar (o lado esquerdo da cama, o criado-mudo, o sofá, o armário) e a Corina já foi “tirada” pela Juliana dos lugares que ela gosta como quem diz: “Você já tem seus lugares, deixe os meus em paz”. O pé da cama, o pufe e a poltrona são da Juju. Na hora de comer também tem uma rivalidade: a Juliana se mete na frente da Corina com a cabeça ou a pata. É muito interessante vendo as duas demarcando seus terrenos e vendo como a Juju respeita a hierarquia, sabendo que a Corina é mais velha.

Esta poltrona tem dono!

Rosiane S. Oliveira, de Brasília-DF. “Nina é minha gatinha de 5anos e adora sua poltrona. Chegou uma pequena SRD, peluda e já entrosada em casa com as outras quis disputar a tal poltrona. Não teve conversa com a Nina que virou de cabeça pra baixo e começou a dar patadinhas na pequerrucha... E virava a barriga e pulava... Até que a pequena Mika desistiu, deixando uma marquinha na orelha da Nina... Fiquei só observando. Minhas gatas são lindas e amo minha gorda!”

Território demarcado

Tania Libia Araújo, de Brusque-SC fala sobre a demarcação de território de seus machos. “Tenho 4 machos e 6 fêmeas; a disputa dos machos em marcar território é impressionante, principalmente quando as meninas estão no cio; até eu já fui batizada com o levantar do rabão e esguicho do xixi quente de um dos meninos, mas isso faz parte da natureza felina e quem ama, assim como eu, limpa e a novela continua. Isso acontece até com alguns gatos castrados que sempre tiveram o hábito desta “marcação”... Abraços a todos!”.

Triângulo amoroso

Luciana Eberle, de Juiz de Fora-MG compartilha conosco uma história de amor entre um gato e sua dona que acabou por afastar seu pai de sua esposa: “Desde que minha mãe o avistou numa gaiola em um pet shop, ela não conseguiu mais esquecê-lo. Seus olhares se cruzaram e ela foi fisgada por um amor súbito.

Não conseguiu fazer outra coisa senão levá-lo para casa. Além do seu charme natural, grandes olhos de esmeralda, pelos brancos e longos, ele fez uso de um subterfúgio implacável para quase cem por cento de todas as mulheres: um olhar de gato coitadinho, como se pedisse em miados “Me leva com você”.

Naquela época, ele ainda era um filhote e, portanto, inofensivo, para o resto dos gatos da casa e para aquele que se tornaria, em breve, seu arquirrival: meu pai. O novo gato da casa foi batizado de Zezinho, mas nem por isso perdeu seu eterno ar de Don Juan, pelo contrário, através de miados em sussurros se tornava cada vez mais sedutor.

Não tardou para se tornar o macho alfa da cama da minha mãe e, isso, incluía o meu pai. No início, ele deitava apenas entre o casal, com cara de inocente, mas sem nunca conseguir esconder suas reais intenções. Seu plano se concretizava devagarinho e discretamente. Aos poucos, ele se esparramava pela cama, como se estivesse fazendo alongamento, empurrando cada vez mais o meu pai para o canto e para bem longe da sua mãe amada.

Quando meu pai, muito cansado ou já adormecido, se recusava a ocupar o pequeno espaço que o folgado ainda havia lhe reservado na cama, ele fazia uso de golpes ligeiramente baixos para garantir uma boa e espaçosa noite de sono ao lado de sua dona. Zezinho era obrigado, então, a utilizar a mais fatal de todas as armas felinas: sua bexiga inquieta e mal-educada. Não raramente, meu pai, que se recusara a cooperar, acordava no meio da madrugada com os pés e pernas molhados. Meu pai, muito resignado com o espaço que lhe sobrara na sua própria cama, resolveu não ultrapassar nunca mais os limites que o gato ciumento estabelecera, pelo menos, não na sua frente.

O problema é que o gato possuía sérios interesses expansionistas, queria dominar, não só a mãe que conquistara, construindo um raio de proteção de pelo menos um metro ao redor dela, mas toda a casa que, a essa altura, já era mais dele do que de todos. Os outros gatos já haviam sido banidos da cama da minha mãe há muito tempo, aquele era o seu território sagrado. Sorte deles de não terem sido exilados. Condescendente Zezinho! Meu pai, entretanto, estava na linha de mira do “psicogato” e continuava ocupando muito espaço na vida da minha mãe.

À noite, antes de dormir, cada um deveria assistir à televisão no seu devido lugar. Meu pai na sala, assistindo jogo com os outros gatos, e o Zezinho, muito esperto, assistindo novela no quarto do casal e nos braços de sua encantadora dona. Quando um dos dois, pai ou mãe, ousava transgredir as regras impostas pelo tirano, era seriamente punido, outra vez com sua bexiga eloquente. E se minha mãe resolvesse fazer uma visita ao meu pai na sala de televisão para se inteirar do placar do jogo também não escaparia da ira de seu filhote.

Como prisioneiro eterno de um triângulo amoroso, cujo pivô era um gato, meu pai acabou se consolando no samba, compondo até uma música para o amante ciumento da minha mãe: “O Zé Zezinho... Não faz miau. O Zé Zezinho... Fala Mamãe. É um gatinho com pedigree. É o queridinho da mãe Jeni. Enciumado, apaixonado. Segue a Jeni por onde ela for. “Obcegato” fica zangado E não divide com ninguém o seu amor”.

Brigas

Rosemary Ribeiro, de Uberlândia-MG, e seu marido cuidam de 32 gatos. Imaginem a loucura que deve ser a disputa entre estes bichanos! “Claro que há muita disputa por território, o que acaba gerando muitos problemas. Por exemplo, a Belinha, nossa gata de um ano e meio vive fazendo xixi em tudo: nas caminhas, nas paredes, na pia da cozinha. Só não urinou em mim. Alguns seguem seu exemplo e temos que passar grande parte de nosso tempo limpando xixi fora das caixinhas que estão sempre limpas e em quantidade suficiente. Além disso, vive correndo atrás da Mel e da Tika para provocá-las. Tem uma carinha de anjo, mas vive provocando discórdia.

O problema está tão sério que nossas gatas mais velhas ficam em cima da geladeira o dia todo por não gostarem de conviver com os demais e terem medo do Shaolin, que é o gato que chegou por último e, após dar-lhes uma surra, as desbancou de seu reinado. Estamos tentando contornar a situação com florais, mas muitas vezes temos que apartar brigas com spray de água e barulhos.

Tentamos fazer com que gastem energia em brincadeiras, o que não é difícil, mas mesmo assim as brigas acontecem. Ter muitos gatos não é o ideal; há muita disputa por atenção. Mas somos protetores e não estamos conseguindo doá-los após socorrê-los, pois não há um trabalho de conscientização sobre guarda responsável em nossa cidade e muitas vezes temos que descartar adotantes logo de cara. Aproveitamos para pedir sugestões de especialistas sobre como melhor administrar esta situação.

Gato dominador

Otávia Mello, de São Luís-MA, tem um gato que é o dono do pedaço. “Arthur sempre foi muito territorial. Desde pequeno afugentava os outros gatos e até cães que ousavam se aproximar de seu jardim. Uma vez impediu que uma gata duas vezes maior que ele se aproximasse de um pote de comida já vazio. À medida que foi crescendo, também aumentou sua personalidade forte e dominante. Por vezes escutava os gatos intrusos gritando desesperadamente tentando fugir de seus ataques e várias vezes o vi correndo rua abaixo perseguindo os felinos moradores de rua. Quando Arthur veio morar no apartamento, adquiriu a rotina de empoleirar-se em uma das janelas (sempre seguramente fechadas) para observar os gatos que moram em um terreno próximo e rosnar ferozmente quando algum deles se aproxima do prédio.

É muito engraçado, pois ele ainda acha que é o dono do território dois andares abaixo. Quando trago algum dos gatos que resgato aqui em casa, também é uma briga, pois ele não admite intrusos e sempre tenho que deixar os hospedes fora da vista dele, que tenta, literalmente, derrubar a porta ao mínimo sinal de intrusos.”

 
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