Cuidados com o gato: 100 dicas que vão melhorar a vida do seu gato

Categoria: Felinos

Autor(a): Heloíse Santos, Júlio Mangussi e Samia Malas | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co | Cidade: Campinas/SP | 16/04/2018 - 13:36

Veja a nossa lista de cuidados com o gato que irão deixar seu amigo ainda mais feliz
Imagens meramente ilustrativas iStock @ vladru iStock @ grase iStock @ Cherry-Merry iStock @ IvanMikhaylov

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Alcançar a edição de número 100 é algo muito significativo para todos que participam da revista Pulo do Gato. Ao longo de tantas edições, nos esforçamos para entregar muitas dicas e novidades que ajudassem os gateiros a entender e cuidar melhor de seus pets. Assim, nada mais justo que, chegada a centésima edição da Pulo do Gato, fazermos um balanço geral dos cuidados com o gato mais relevantes para ter um felino feliz, saudável e bem adaptado ao lar em que vive. 

A seguir, confira 100 dicas relacionadas aos tópicos: saúde, bem-estar, cuidados do dia a dia, higiene e beleza, convívio e enriquecimento ambiental. 

Cuidados com o gato: saúde

1. Vermifugação anual

A primeira vermifugação do gato já pode ser feita a partir da terceira semana de vida do gato. Leila Sena, veterinária especializada em Clínica de Felinos, explica que os filhotinhos podem ser contaminados por alguns tipos de vermes que vêm no leite da mãe, durante a amamentação. “Verminoses podem debilitar o filhote de maneira severa e interferir em seu crescimento”, ressalta. A partir da primeira dose dada ao filhote, outras são oferecidas a cada 15 dias até que ele complete 2 meses. Depois disso, ele deve receber dose mensal até os 6 meses de vida. A partir do sétimo mês, o veterinário indicará se as doses passarão a ser mensais ou trimestrais até o felino completar 1 ano. Quando adulto, a dose varia de acordo com o estilo de vida do gato. ”Felinos que não possuam acesso à rua devem ser vermifugados a cada 3 meses. Já os de vida livre devem ser vermifugados mensalmente”, indica. 

Os sintomas de contaminação por vermes são: inapetência, prostração, vômitos, que são diários ou esporádicos dependendo da intensidade da infestação, lambedura insistente do bumbum, diarreia, em alguns casos com sangue, pelagem feia e barriga um pouco saliente. “Muitos eliminam os vermes pelas fezes, então é importante observá-las”, acrescenta.

Como algumas verminoses podem ser transmitidas por pulgas, somente o vermífugo não deixa o animal livre dos vermes. O controle com medicamentos contra ectoparasitas deve ser feito paralelamente. 

A veterinária ainda alerta que vermifugação não é sinônimo de prevenção, mas sim, de tratamento. “Caso forneça o vermicida ao gato e, no mês seguinte, ele apresente vermes, significa que ele foi reinfestado e não que o medicamento tenha falhado”, revela. A dose correta para o seu gato deverá sempre ser indicada por um médico veterinário. 


2. Vacinas para gato 

Vacinar o animal é um ato de amor e prevenção contra várias enfermidades. As principais doenças infecciosas que podem comprometer a saúde dos gatos são: rinotraqueíte, clamidiose e calicivirose (doenças pertencentes ao complexo respiratório dos gatos), panleucopenia (quadros severos de diarreia), e leucemia felina (deficiência no sistema imunológico). Os gatos devem iniciar o esquema de vacinação com cerca de 45 dias e receber reforço de mais duas doses com intervalos de 21 dias entre cada. Nunca podemos nos esquecer da revacinação anual, que é muito importante.

A vacina contra raiva é essencial, pois esta é a pior zoonose que acomete os mamíferos e que pode ser transmitida ao Homem pela saliva dos gatos infectados. Essa vacina deve ser aplicada pela primeira vez aos 6 meses de vida e reaplicada anualmente.


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3. Incentive-o a beber água


Gatos, em geral, bebem pouca água. E esse péssimo hábito, que pode acarretar problemas renais sérios, é uma herança que receberam de seus ancestrais. Como no passado habitavam regiões muito áridas, onde o acesso à água era restrito, se adaptaram à pouca ingestão de líquidos. Mas como hoje a rotina do gato mudou, é importante incentivá-lo a se hidratar. Existem algumas dicas de como fazê-lo e a Pulo do Gato, ao longo de suas edições, já os ensinou várias delas, como:

• Alimento úmido: É a forma mais fácil de hidratar felinos, pois a maioria deles é louca por patês. ”Rações úmidas são mais palatáveis”, explica Laila Massad, especializada em Medicina Felina da clínica CitVet. Quando aquecido, o alimento fica ainda mais atraente para o bichano, pois remete à caça que tem, como recompensa, uma presa saborosa e de sangue quente. As porções devem ser calculadas de acordo com a necessidade energética diária de cada animal. Caso oferecidas em excesso, o bichano pode ganhar peso. Ana Cláudia Andrade, veterinária especializada em felinos, de Cascavel, PR, dá mais uma dica: adicione um pouco de água, para que o alimento fique ainda mais úmido e dilua um pouco da quantidade de sódio, que, inevitavelmente, é acrescentado às rações úmidas como conservante. “Aos meus gatos, ofereço o alimento pelo menos três vezes por semana”, acrescenta.

• Fontes de água: Disponibilizar fontes automáticas que mantenham a água corrente é uma boa forma de estimular o felino a se hidratar. A preferência por água corrente também é herança ancestral dos gatos. “Potes largos também funcionam, eles não gostam dos estreitos porque seus bigodes batem nas bordas”, diz Ana Cláudia. 


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4. Combata as bolas de pelos

Expelir bolas de pelo é comum e importante. Isso acontece porque, ao se lamberem em seu ritual diário de higiene, gatos ingerem muitos pelos. Assim, tais vômitos são mais comuns em épocas de trocas de pelagem, ou seja, a cada seis meses. Mesmo sendo uma manifestação fisiológica, a veterinária Roberta Martin, da Petz, de São Paulo, alerta que bolas de pelos não são tão inofensivas e requerem atenção do proprietário. “Como não são digeridas pelo organismo, elas podem ficar presas no estômago ou no intestino, causando obstrução que, em casos mais graves, são retiradas somente por meio de cirurgia”, explica. Além disso, as bolas de pelos também podem causar inflamações crônicas e até linfoma alimentar – neoplasia que afeta, principalmente, animais mais idosos, com mais de 7 anos de idade. 

Como prevenção, Roberta indica, além de escovação diária, pastas e petiscos para gatos disponíveis no mercado com o propósito de auxiliar a eliminação de bolas de pelos. Oferecidos uma ou duas vezes na semana, esses alimentos auxiliam na lubrificação do sistema gastrointestinal fazendo com que pelos ingeridos não fiquem parados no estômago. Isso facilita a eliminação de pelos por meio das fezes.

Ana Cláudia também dá outra opção, mais caseira, que é a adição diária de uma colher de chá de farinha de aveia ao alimento úmido ou à ração seca.

5. Atenção aos sinais

Gatos são animais silenciosos na dor porque conservam seus instintos. Se demonstrassem fraqueza na natureza selvagem poderiam ser predados. Então, eles mantiveram o hábito de tentar esconder ao máximo a dor. Assim, diante de qualquer mudança de comportamento, um médico veterinário de confiança deverá ser consultado. A seguir, listamos algumas dicas dadas pela bióloga e especializada em Medicina Felina Aline Petrolini Floriano, da clínica Felini, de Santos-SP:

Mudança de comportamento: Quando não estão se sentindo bem, costumam se esconder e mudar o comportamento rotineiro.

Falta de apetite em gatos: Quando estão com dores, tendem a comer menos, pois, muitas vezes, apresentam náuseas, dor para se locomover, ou qualquer outro sintoma que justifique a inapetência.

Gato miando muito: Se seu gato não for do tipo conversador e repentinamente aumentar a frequência dos miados, fique atento! Pode ser sinal de dor. Miados sem motivo pela noite podem indicar disfunção cognitiva ou ainda Alzheimer felino. 

• Tomar mais água: Esse pode ser sinal de diabetes, doença renal crônica, hipertensão, hipertiroidismo ou febre.

• Comer desesperadamente: A falta de apetite é perigosa, mas comer em excesso também pode indicar hipertiroidismo, deficiência de vitaminas, doença inflamatória intestinal e linfomas.

• Vômitos frequentes: Além de expelir bolas de pelo, o vômito do gato pode ser sinal de muitas doenças, como verminoses, gastrite, obstrução intestinal por algum objeto engolido, hipersensibilidade intestinal, linfoma, entre outras. Vômitos com maior frequência que uma vez ao mês devem ser investigados pelo médico veterinário. Informe-o sobre os hábitos do felino, se bebe água filtrada ou da torneira, se lambe o chão do box ou ainda se algum medicamento foi ministrado e em qual dose.  

• Focinho: Nem sempre estar com nariz seco e quente é sinal de doença. Esse sintoma é perigoso quando associado a outros, como apatia e mucosas secas. Corrimento nasal em excesso também é sinal de que algo não vai bem e pode indicar doenças sérias, como a rinotraqueíte. 

• Espirro: Esse é um dos principais sinais de irritação nasal em gatos. Pode ser causado por alergias, rinite, gripe felina, rinotraqueíte, tumores e fungos.

6. Acabar com pulgas em gatos

Pulgas podem causar anemias, infecções no sangue, além de desconforto na pele por conta das picadas. Então, não deixe de proteger seu felino delas! Mesmo que seu gatinho seja caseiro e não se aventure pelos quintais ou pelas ruas, ele pode adquirir pulgas que, muitas vezes, trazemos conosco em nossas roupas e sapatos, ou as que vêm do gato do vizinho que adora visitar seu quintal, por exemplo. Assim, se perceber que seu gato está se coçando demais, tome providências! 

Marcia Lembo, veterinária especializada em felinos do SpecialVet, de São Paulo, explica que para combater esses ectoparasitas não basta matar as pulgas que estão no corpo do animal. É preciso dedetizar a casa, já que os ovos ficam também no ambiente e não só na pele do animal.

O melhor a fazer é prevenir que pulgas se instalem em seu animal de estimação. Para isso, você deve aplicar, em seus felinos, antiparasitários encontrados no mercado. Informe-se com seu veterinário sobre qual seria o mais indicado para seu gato.



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7. Doenças comuns

Renée Cristine Carvalho, médica veterinária mestranda na Universidade Federal Fluminense (UFF), lista quais são elas:

• Rinotraqueíte: Conhecida como “gripe dos gatos”, é muito frequente e caracterizada, principalmente, por espirros e presença de secreções nasais e oculares. Pode ocorrer diversas vezes ao longo da vida do animal, visto que os vírus causadores da doença (herpes e calicivírus) permanecem latentes no organismo. É altamente transmissível, mas a taxa de óbito é baixa, embora a falta de tratamento possa desencadear insuficiência respiratória e morte. O tratamento é sintomático, uma vez que não há um medicamento que atue diretamente sobre os vírus para extingui-los. É preciso corrigir uma eventual desidratação, tratar anemia, reduzir secreções e aumentar a imunidade do animal.

• Esporotricose: É causada pelo complexo sporothrix, que engloba seis tipos de fungo, entre eles o sporothrix schenkii. Causa lesões ulceradas na extensão do corpo, mais frequentes no focinho, nas pontas das orelhas e nos membros. Muitas vezes, o primeiro sinal clínico é o espirro, por isso deve sempre ser feito o diagnóstico diferencial de outras doenças respiratórias. É uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para pessoas. Apesar de o tratamento ser longo, o gato é totalmente curado. 

• Retroviroses: A leucemia felina (FeLV) e a imunodeficiência felina (FIV) são duas doenças que assombram a vida de qualquer dono de gato. A FeLV é mais comumente observada em filhotes e apresenta uma série de sintomas inespecíficos que dificultam o diagnóstico. Por esse motivo, a recomendação é sempre testar o animal. Os sinais podem variar de uma febre discreta, até a perda de movimentação de membros devido à presença de tumor na medula do felino. A FIV, por outro lado, é mais comum em idosos, embora possa ser diagnosticada ainda na infância, visto que permanece por muitos anos no organismo do animal até que se manifeste clinicamente.

As formas mais eficazes de prevenção são restringir o acesso à rua, não permitir contato com gatos não testados, testar animais recém-adotados antes de introduzi-los ao convívio com outros gatos e ministrar a vacina quíntupla sob prescrição de um profissional. 

• Verminoses: Com frequência muito alta, ocorre, principalmente, entre felinos que têm acesso à rua, que apresentam ectoparasitas e ingerem água não filtrada (confira maiores detalhes no tópico "Vermifugação anual").

• Doença renal crônica (DRC): É frequente em idosos, embora já seja diagnosticada em animais com 3 ou 4 anos de idade. Ela ocorre pela diminuição do número de néfrons (unidade funcional do rim) ativos. O que acontece é que progressiva e irreversivelmente essas pequenas unidades funcionais vão “morrendo”, fazendo com que os rins, aos poucos, percam sua função. As causas mais comuns são predisposição genética, desidratação por longo período de tempo e doença renal aguda não tratada. Há estudos que apontam o papel da ração seca no desenvolvimento dessa doença, uma vez que o gato é um animal que não tem hábito de ingerir água em grandes quantidades, o que força os rins a trabalharem mais. Para reduzir os riscos de desenvolver DRC, estimule seu animal a beber água.

Não há cura para a degeneração dos rins, porém é possível reduzir a velocidade com que os néfrons perdem sua função e, assim, oferecer qualidade de vida ao gato. Atualmente, já existem clínicas que oferecem diálise para prolongar a vida do felino nessa condição.

• Lipidose hepática: Grave, ela  ocorre, entre outras causas, quando o gato deixa de comer por um período mais longo de tempo, ou tem uma redução intensa na ingestão proteica. Animais obesos têm maior probabilidade de desenvolver a doença do que um de peso normal que fique o mesmo período de tempo sem se alimentar. 
Os principais sinais clínicos são a anorexia, perda de peso, icterícia (mucosas amareladas) e apatia, embora também possam ser observados episódios de vômito, diarreia e salivação devido ao enjoo causado pela alteração no funcionamento do fígado. 

A intervenção deve ser feita o quanto antes, pois o animal pode falecer. A reversão do quadro é possível, porém o tratamento costuma ser longo, dispendioso e muito estressante para o gato. 

8. Cuide da silhueta dela

A obesidade tem se configurado um dos problemas mais comuns em cães e gatos. Entre as principais causas estão o sedentarismo de gatos deixados por muitas horas sozinhos sem atividade física em casa e o exagero de petiscos dados pelo dono. 

Excesso de peso em gatos pode causar doenças como a diabetes melitus, cálculos urinários, problemas articulares e câncer. Assim, procure um veterinário para que te oriente quanto à oferta correta de porções  de ração diárias e de petiscos. Além disso, garanta que o bichano tenha brinquedos dos quais goste para que se ocupe enquanto você  não estiver em casa.  


iStock @  Magone

9. Escovação do dente

A adesão de donos à escovação dental dos felinos ainda é baixa. Contudo, veterinários como Kelly Teixeira Dutra, especializada em odontologia felina da clínica Sr. Gato, de São Paulo-SP, alertam sobre a importância de incluir tal procedimento na rotina deles. “As bactérias presentes na placa bacteriana podem atingir os vasos sanguíneos e se instalar em outros órgãos causando diversos problemas até mesmo cardíacos e renais”, alerta.

É mais difícil fazer com que gatos adultos se acostumem com a manipulação na boca que os filhotes, mas é possível ( saiba como na edição 91 da Pulo do Gato, de julho de 2015). A frequência diária é a melhor opção, ensina Kelly, mas se o tutor conseguir fazê-lo por três vezes na semana ou até uma apenas já ajuda muito. Se seu gato não aceitar a escovação diária, é importante que ele faça limpeza com profissional especializado como profilaxia. Contudo, Kelly ainda ressalta que mesmo que ele aceite a escovação, precisará da limpeza realizada por profissional especializado, já que há regiões dos dentes que a escovação não alcança. O intervalo entre os procedimentos feitos em clínica será mais longo. 

10. Taurina para eles!

Presente em proteínas de origem animal, a taurina é um aminoácido que está intimamente ligado à saúde da visão, do sistema nervoso e à função adequada da musculatura cardíaca. Carla Maion, médica veterinária nutróloga de cães e gatos, explica que os felinos são mamíferos incapazes de sintetizar esse aminoácido e, portanto, ele deve ser incluído na dieta continuamente. “A taurina está entre os 11 aminoácidos dos quais os gatos precisam, mas não os sintetizam”, complementa. Para garantir que seu felino não sofra de deficiência de taurina e corra o risco de apresentar alterações cardíacas ou oculares, garanta alimentos de boa qualidade, balanceados para cada fase da vida. Em geral, as dietas comerciais de boa procedência já são suplementadas com esse e com os demais aminoácidos essenciais à saúde de nossos queridos gatos. 

Saiba mais na Pulo do Gato, edição 100. 


https://www.revistapulodogato.com.br/loja/produtos/2088/edioe-100-aebril-de-2016
 


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