Gatinho filho único é mais mimado?

31/01/2018 - 09:58

Gateiros contam quais mordomias seus felinos que vivem sozinhos têm em casa
Vergani_Fotografia/iStock.com

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Depois de um longo dia de trabalho, você chega em casa e, ao abrir a porta, uma explosão de alegria já toma conta do ambiente. Ele chega pulando no seu colo, mostrando que está com saudade, como se não te visse há séculos! Os mais falantes vêm contar todas as novidades e tudo que aprontaram ao longo do dia. Outros chegam de mansinho, em busca de comida e um carinho especial que só encontram em seus braços. Quem precisa de mais alguma coisa quando se tem um filho felino cheio de amor, pronto para te receber?

Os animais de estimação sempre completaram a família, mas atualmente em muitos lares são considerados verdadeiros filhos dos tutores. E isso pode estar relacionado à tendência atual de casais a terem menos ou nenhum filho. “Pets ocupam hoje o lugar que antes era das crianças, conseguem ter o status de membros da família, tal quais têm as crianças de casais que têm filhos. Essa tendência pode ser conceituada como ‘antropomorfismo’, isto é, a tendência de humanizar os animais e a atribuir-lhes características humanas”, explica Ana Maria Serra, doutora em Psicologia, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e fundadora do Instituto de Terapia Cognitiva (ITC). Tanto é assim que os tutores, ao conversarem com os pets, referem-se a si mesmos como “mamãe” e “papai”, considerando-se mais do que proprietários dos animais. E tal como os pais que não param de falar das crianças, os tutores de pets fazem com que esse relacionamento humano-animal influencie seu convívio social, já que os bichinhos se tornam, com frequência, o tema central da conversa. 

Mas por que tudo isso acontece? De acordo com Ana Maria, afeto, carinho verbal e físico são importantes na experiência de vida da maioria das pessoas. “O vínculo entre proprietários e seus pets pode ser considerado ‘incondicional’, sendo que muitos apreciam o fato de que o vínculo entre si e seus pets independe de aspectos geralmente valorizados entre humanos”, esclarece. A psicóloga acrescenta que muitos encontram consolo na companhia dos pets, por se sentirem solitários, ou por estarem em fases avançadas da vida e passando pelo fenômeno chamado “ninho vazio”, ou seja, quando os filhos deixam a casa dos pais e passam a ter uma vida independente. “Para muitos, ter um pet significa um ato de amor e respeito pela natureza, uma experiência afetiva e enriquecedora, uma experiência de conexão com outro ser.”


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