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Seu gato já foi motivo de discórdia na família?

Fotos: Arquivo pessoal

Fotos: Arquivo pessoal

O amor que sentimos e cultivamos por nossos gatinhos, muitas vezes, não é o mesmo que dos demais membros de nossa família ou amigos. No entanto, mesmo se nossos pais, irmãos, maridos e outros não são chegados em um bichano, não podemos abrir mão da companhia de nossos queridinhos de quatro patas, não é mesmo? A seguir, alguns leitores compartilharam suas experiências conosco e contaram como fazem para driblar este descompasso afetivo entre gateiros e seus familiares.

Convivência difícil
Grasiela Bazzo, de São Paulo-SP, sempre teve gatos, desde pequena, mas seu pai nunca gostou muito dos felinos. “A convivência entre eles não era tão harmoniosa, ficava cada um na sua. Quando algo acontecia em casa, sempre era a culpa do coitado do gato. Meu pai o xingava, espantava e o ameaçava com a vassoura. Com medo, meu gato saía correndo. Mas meu pai nunca chegou a bater nele. Hoje tenho 7 gatos, sendo que cinco deles são adotados. Moral da história: com a convivência dos gatos, meu pai foi deixando o rancor de lado. A minha mãe e meus irmãos também gostam de gatos, e claro, a maioria sempre ganha! (risos). Por ironia do destino, me formei em Medicina Veterinária e sou apaixonada pelos felinos!”.

Salvos pela castração
O marido de Regina Morais, de São Paulo-SP, era contra a sua decisão de adotar gatinhos abandonados, pois não acreditava que os bichanos fazem suas necessidades somente na caixa de areia. Ele tinha receio de que a casa ficasse suja e com odores. Mas Regina bateu o pé e trouxe os felinos para casa! “Meu marido ficou surpreso com o hábito dos gatinhos de procurarem as bandejas sempre que precisavam. Mas, com o passar do tempo, meus três machinhos começaram a marcar território, e por mais que limpasse o apartamento, o cheiro não desaparecia. Isso fez o encanto do meu marido desaparecer. Ele não estava suportando o cheiro. Por isso, brigava muito comigo e eu me sentia muito infeliz, mas nem me passava pela cabeça me desfazer deles. Após ter quase matado os bichinhos intoxicados por causa dos coquetéis que fazia para limpeza, minha veterinária me indicou a castração. Então, castrei os três com muita dor no coração. Foi um alívio total, os gatinhos pararam de demarcar o território e só usam as bandejas. Trocamos todo o carpete do apartamento e minha casa ficou cheirosa de novo. Amo meus pequenos”.

Marido ciumento
Alessandra Correia Caleiro, do Rio Grande-RS, tem uma gatinha chamada Tiza, que sempre provoca discórdia em casa. “Moro somente com ela e meu esposo que, por sua vez, morre de ciúmes dela e, por isso, acontecem as pequenas brigas. Mas a mais comum, que é quase semanal, acontece na hora de sairmos para algum lugar. Como prefiro ficar em casa, na companhia perfeita e incomparável da minha Tiza, meu marido se aborrece, alegando que prefiro a companhia da gata a ele. Isso gera sempre uma polêmica ou uma discussão em casa, mas já estou acostumada. Mesmo assim, continuo agindo da mesma forma, sempre que posso ficar em casa com ela aproveito ao máximo. Saio para trabalhar todos os dias e, no fim de semana, prefiro a minha casa com minha Tiza, mesmo que isso gere sempre mais e mais desentendimentos”.

Defensora dos felinos
Andréia Dalpasquale Casarin, de São José-SC, sempre está do lado de seus felinos. “Quer discórdia? Então, fale mal dos meus bebês... Pode ser pai, irmão, amigo, quem quer que seja! E não foi apenas uma, mas várias as vezes que tive que discutir com alguém para defender os meus bichanos. Moramos em um apartamento com dois quartos, um é meu e de meu marido e o outro dos nossos gatos, a Ianna e o Menny. Qualquer um que venha passar uns dias aqui em casa será obrigado a dormir no sofá. E isso sempre gera um problema. Mas a minha fala é sempre a mesma: eles ficarão estressados se saírem de seu quartinho, pois lá estão todos os acessórios deles, arranhadores, caminhas etc. E não para por aí! Essa é apenas uma das causas dos conflitos. Também tem os pelos, as doenças que inventam que os gatos podem nos passar, os filhos biológicos que, segundo os visitantes, precisarão de todo o espaço da casa e da nossa atenção: tudo gerado pela falta de informação por parte de quem não entende nada de gatos!”.

Gatos e a casa nova
Fernanda Bezerra de Sousa, de São Paulo-SP, driblou as reclamações da mãe e a convenceu a não doar o gatinho da família. “Não digo discórdia, mas algumas briguinhas. A mais séria foi quando mudamos de casa e, logo na primeira noite no novo lar, minha gatinha, a Samantha, desfiou toda a cortina. Ao acordar, minha mãe ficou louca e disse que não poderíamos mais ficar com os gatos (tenho dois), pois eles acabariam destruindo os móveis novos. Fiquei triste, mas logo pensei em pregar uma peça em minha mãe. Um dia em que fui levar meu outro gatinho, o Shiva, ao veterinário, minha mãe me viu saindo com ele e perguntou onde estávamos indo. Respondi: ‘você não disse que era para doá-lo para alguém? Então, arrumei um novo lar para ele’. Ela ficou pálida, falou que eu não sairia de casa com ele de jeito nenhum e segurou o elevador para que eu realmente não saísse. Foi engraçado! Falei a verdade para ela, que não satisfeita, ainda me ligou quando cheguei ao veterinário para confirmar. A minha família ama a Samantha e o Shiva, que nos trouxeram somente coisas boas e nos uniu ainda mais.”

Relação entre gatos e filhos
Ana Maria da Silva Bittencourt, de Canoas-RS, teve problemas com seu filho que não gosta de gatos, mas em nenhum momento renegou seu bichano. “Aqui em casa todos amam gatos, com exceção do meu filho, que mora em Brasília. Ele não os maltrata, mas sempre que volta tem uma reclamação. Uma vez ele chegou a dizer que não iria mais ficar em minha casa quando viesse a Canoas. Disse que ia ficar em um hotel, pois nos importávamos mais com os gatos do que com as pessoas. Fiquei muito triste e disse para ele fazer o que achasse melhor, mas não ia me desfazer da Nina e do Lion (gato da minha filha mais nova, que na época ainda morava conosco). Bem, ele continua vindo e ficando em nossa casa, e a Nina continua linda e cheia de dengos!”.

Marido conquistado pelos gatos
Silvia Maria Arantes, de São Paulo-SP, e seus gatinhos resgatados da rua, conseguiram amolecer o coração do marido, que se tornou um defensor dos animais. “Discórdia em família? Quase separação! E podemos dizer que a situação se reverteu de forma espantosa! Eu já tinha seis gatos quando peguei da rua uma ninhadinha com mais cinco gatinhos. Consegui doar um siamezinho, mas os quatro frajolinhas ficaram. Uma pessoa quis adotá-los para colocá-los em um sítio para caçar ratos. Eu e minha mãe odiamos a ideia e negamos a doação. Eram gatinhos muito dóceis e apegados a gente. Resolvi ficar com dois e minha mãe com mais dois. Meu marido quase surtou. Dizia que não deveria tê-los pego e que deveria ter doado para quem quisesse. Na ocasião, fiquei com medo de perder o controle da situação e até o marido. O tempo passou, os oito gatinhos ficaram e o marido também. E ainda chegaram o nono e o décimo gato quando peguei mais uma ninhadinha de seis. E pasmem: meu marido não deixou ninguém adotá-los se não fosse uma adoção conjugada de dois em dois. Ele não queria separar totalmente os irmãozinhos. Eis que, então, nossa prole aumentou para 14 e depois para 16, sendo que a última gatinha, a Pitoca, foi resgatada por ele mesmo em uma praça do Jabaquara. Quando uma amiga falou para ele: ‘você salvou a vida de uma gatinha’, ele respondeu: ‘hoje uma gatinha é que salvou a minha vida!’. Atualmente, temos 16 gatos que convivem em paz e harmonia com um cachorro. E quando minhas irmãs, cunhados ou amigos criticam nossa opção de vida, meu marido é o patriarca protetor, que chega com uma palavra de amor incondicional pelos animais e pela nossa grande família.”

História enviada por: Leila Bonfietti Lima - / - 23/10/2012 - 00:00

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