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Como seu vira-lata cruzou o seu caminho?

Fotos: Arquivo Pessoal

Fotos: Arquivo Pessoal

Às vezes não estamos pensando, ou até mesmo não podemos adotar um (ou mais) gatinho (s), mas muitas vezes também o destino nos prega uma peça e coloca em nosso caminho bichanos tão encantadores que é impossível não estender a mão e ajudar. É assim que os vira-latas cruzam o nosso caminho: da maneira mais inesperada e encantadora do mundo. E tem como resistir? Com certeza, não. Aprecie as belas histórias de nossos leitores e encante-se com as fotos de seus vira-latas do coração.

O gatinho do bar
Em uma de suas caminhadas, durante o período de férias, Sônia Regina Junqueira Nogueira, de Campinas-SP, encontrou a companhia que procurava para o seu Siamês. “Tinha um gato Siamês chamado Guga, que chorava na porta de casa todos os dias quando eu saía para trabalhar. Sabendo disso, resolvi que ele precisava de companhia e comecei a procurar um novo gatinho. Um dia, há mais de 14 anos, estava de férias fazendo caminhada quando me deparei com uma bolinha de pelos que estava em um bar. Fiquei encantada e procurei a dona do local para saber se o bichano era deles ou se apenas fazia ponto lá. Eles me falaram que quem cuidava dele era um garçom, que morava nos fundos. Fui embora pensando no gatinho, mas como tinha dono, me conformei. Passados 15 dias, a dona do bar me viu e perguntou se eu ainda queria o gatinho, pois iam fechar o bar e o garçom não sabia para onde ia. Caso eu não o quisesse, eles iriam deixá-lo na rua. Falei que ia levá-lo na mesma hora. Ela arrumou uma caixa de sapatos e o levei. Foi miando alto até em casa, onde está até hoje nos dando alegrias.”

Gata agarrada ao saco de ração
A gata que cruzou o caminho de Irma Clara Gimenez, de São Paulo-SP, a surpreendeu no portão de sua casa agarrada a um saco de ração. “Minha vira-lata, Dadá Dyana Two Z, esse é o seu nome, entrou em minha vida de uma maneira muito inusitada. Certo dia, eu estava chegando em casa com um saco de ração para os meus gatos Persas quando levei um susto ao ver uma gatinha de olhos azuis, muito magrinha e suja agarrada ao saco de ração. Imediatamente entendi o recado. Ela estava faminta. Nunca tinha visto aquela gatinha pelas redondezas. Tratei, então, de alimentá-la, abrindo ali mesmo, no portão, o saco de ração que, logicamente, ela devorou em segundos. A partir daquele dia, a gatinha passou a frequentar minha varanda em busca de alimento. Dias e dias se passaram e a danadinha foi para dentro de casa e passou a fazer parte da família. Ficou forte e bonita. Depois de castrada, ficou mais carinhosa. Sentimos em seus olhos seu agradecimento. Lembro desse dia e acredito, cada vez mais, que nada acontece por acaso.”

Presente de aniversário
Daniele de Lima Baia, de Ipanema-MG, ganhou um presente de aniversário superfofo e que não estava esperando. “A minha vira-lata cruzou o meu caminho da melhor maneira possível. Exatamente à 00:01, do dia 08/05/2012, meu aniversário, ela entrou em minha casa com fome, miando e pedindo comida. Então, a alimentei e dei água. Desde aquele dia ela não saiu mais da minha casa e da minha vida. Ela tinha uma coleira, na qual coloquei um bilhetinho para ver se achava o dono, mas sempre que ela saía, voltava com o bilhete. Então, a adotei de vez. Agora ela tem todo amor, carinho e proteção em minha casa e a batizei de Estolinha, por ser peluda como uma estola! Ela é a coisa mais fofinha e alegra os meus dias!”

Ele era Ela
Após sua mudança de casa, Aline Talavera, de São Paulo-SP, já tinha tudo preparado para adotar um gatinho. A única coisa que não sabia é que ele era ela. “Havia mudado de São Paulo para Minas Gerais e estava querendo adotar um gatinho. Pensando em como iria achá-lo, já preparei a ração, a caixinha de areia e a caminha. Tudo estava preparado, só faltava o gatinho! Um dia, indo trabalhar, encontrei o Fifo no meio do encanamento de água. Não tinha nem dois meses e foi muito arisco comigo! Levei para casa e ele permaneceu dois dias inteirinhos atrás da geladeira assustado. Mas, no terceiro dia, saiu para explorar o território. Ao levá-lo ao veterinário, me disseram que ‘ele’ era fêmea! Como já tinha acostumado com o nome ‘Fifo’, coloquei ‘Fifa’. Hoje, a gatinha tem mais de um ano e é supersaudável.”

Mamãe atropelada
Após se aproximar de uma gatinha prenhe e ver o seu atropelamento, Gabrielle Caroli, de Curitiba-PR, não pensou duas vezes em cuidar dos filhotes. “Foi em setembro de 2010 que tudo começou. Diariamente, uma linda gatinha grávida passava as tardes pela redondeza da casa da minha avó, que é bem próxima da minha. Certo dia, descobri que a gata tinha dado à luz a três lindos gatinhos no porão da casa dos meus avós. Passei a alimentá-la e a me aproximar dela. Durante a minha infância, nunca me aproximei de gatos, lembro que me diziam: ‘cuidado, eles arranham’. Percebi que aquela gata era muito dócil e até encostava em minhas pernas desejando carinho. Toda aquela simpatia e carinho me fizeram rever os meus conceitos sobre os bichanos. Os seus filhotes não se aproximavam, pareciam tigrinhos. No dia seguinte, estava fazendo faxina na minha casa e vi a minha mais nova amiga ser atropelada por um carro. Foi muito triste, corri imediatamente para lá, mas já era tarde, ela morreu e deixou três lindos filhotinhos. A família toda se mobilizou com a história, todos fizeram o possível e o impossível para resgatar os filhotes, até o vovô entrou na dança! Alimentei os filhotes durante um longo período com leite de cabra. Pouco a pouco fui conhecendo o universo felino e me encantando cada vez mais com as ferinhas. Hoje posso dizer que não sei mais viver sem os carinhos dos meus eternos bebês: Melissa, Marley e Louie.”

O resgate
Manuela Muguruza, de Brasília-DF, apaixonou-se pela primeira gatinha que resgatou e não conseguiu doá-la. “Tinha mudado de casa há pouco tempo e notado uma colônia grande de gatos em meu quarteirão. Conversei com a senhora que os alimentava e me coloquei à disposição. No dia 10 de setembro de 2009, ela me ligou pedindo ajuda, pois um dos filhotes da colônia estava muito doente. Quando cheguei, a gata, obviamente, correu para debaixo de um carro. Consegui fazer com que ela fosse para um arbusto. Cheguei por trás e agarrarei a bichinha pelo cangote. Ela retalhou a minha mão e o meu braço, mas não a soltei. Me orgulho disso até hoje (risos). Fui direto para a veterinária, onde a conversa foi desanimadora. Ao examinar a mocinha, a médica viu que ela estava com a boca e a garganta muito inchadas e com uma bola de pus. Ela tinha cheiro de bicho morto, de carniça. Sem falar na desidratação e na fraqueza, já que não conseguia comer naquele estado. No outro dia, a minha ‘resgatinha’ já estava melhor e foi liberada. Trouxe-a para casa e a alimentei com uma seringa. A essa altura, o ‘namorido’ já tinha começado a chamá-la de Carniça. Depois do período de quarentena, a gatinha foi se habituando aos outros gatos e às pessoas. Aí começamos a divulgá-la. Em novembro, apareceu uma moça que se apaixonou pela Carniça e queria adotá-la, mas estava reformando seu apartamento. Como era uma boa adotante, fiquei com a gata por mais um tempo. A Carniça já fazia parte da minha casa. Mas tinha que doá-la, pois se ficasse com o meu primeiro resgate, não ia ter coragem de fazer lar temporário. O tal apartamento só ficou pronto em julho de 2010! Quando a moça me ligou para avisar, comecei a chorar no telefone. Entreguei a Carniça com o coração na mão, me convencendo de que ela estaria melhor em uma casa só dela. Mas, para a minha surpresa, uma semana depois a moça me liga dizendo que ia devolver a Carniça, pois sua mãe achou que ela era muito barulhenta! Fui buscar no mesmo dia e resolvi que ela não sairia mais da minha casa! Depois de tudo isso, minha faxineira me disse que antes da Carniça ir embora, tinha dito para ela fazer bagunça na casa nova para ser devolvida. Achei ótimo!”

Fobia curada
Christiane Veigga, de Salvador-BA, que sempre teve medo de gatos, passou um feriado inteiro com os bichanos e virou gateira.“Sofria de fobia de gato desde que fui atacada quando pequena. Não podia nem ver gatinho de meses que tremia de medo, tinha sudorese, buscava um lugar para me esconder. Acreditem! Mas a vida é a arte dos encontros. Foi no carnaval de 2011. Resolvi fugir da loucura carnavalesca e passar uns dias no sítio de uma amiga. Para minha surpresa e desespero, encontrei lá um casal adulto de gatos, um adolescente e dois filhotes de dois meses miando por todos os lados da casa. Pânico! Paralisei sentada no sofá, enquanto os filhotes passeavam tranquilamente pelo encosto. Como não sou mulher de fugir da luta, era um desafio que tinha que encarar mais cedo ou mais tarde: os gatos. Fui observando os felinos, relaxando e respeitando o espaço deles. Mas os filhotes não conhecem limites e invadem mesmo. Na noite do segundo dia, estava assistindo a um filme, sentada no chão, quando os dois felpudinhos se aproximaram de mim e dormiram nas minhas pernas. Tive medo, fiquei tensa, mas fui gostando do contato. No dia seguinte, começaram a me seguir e aos poucos fui perdendo o medo deles. No quarto dia, à noite, tive uma surpresa que mudou minha vida, estava deitada na cama, lendo, quando de repente o Zeus pulou, subiu na minha barriga, começou a massageá-la, a ronronar e deitou-se. Fiz um carinho nele, que levantou, miou e saiu do quarto. Fiquei tão emocionada que achei que fora coincidência, ou que ele sempre fazia isso, mas minha amiga disse que ele não costumava ter esse comportamento. Comentei com uma amiga que estava pensando em adotar um dos filhotes. Meu Deus, eu queria adotar um gatinho! Não acreditava! Falei para ela: ‘você acha que é loucura?’ E ela me disse: ‘se você quer, por que não?’ Decidi. Conversei com minha amiga, dona do sitio, e disse que desejava adotar o Zeus. Ela respondeu que estava feliz por ele ter encontrado um lar. Mais feliz fiquei eu, que me curei da fobia e fui adotada pelo gato mais lindo do mundo.”

Anjo
Quando Mila cruzou o caminho de Marisa Tamie Oda, de Marília-SP, ela não imaginava a importância que a gatinha teria em sua vida. “Havia um gatinho miando há três dias nos arredores da minha casa e eu já estava angustiada por não encontrar o gato. Após esse tempo, comentei com papai: ‘tem um gato miando faz dias por aqui’ e ele, bastante sereno, disse: ‘vá buscá-lo’. Após muita insistência, encontramos a gatinha de três cores no motor do carro da garagem da vizinha. No decorrer da semana, a gatinha foi se adaptando à família. Nesta época estávamos muito tristes, pois papai ia começar a fazer hemodiálise devido a uma insuficiência renal crônica. Nomeamos a gata de ‘Mila’. Muito amorosa, ela fazia companhia para papai, pois ele ficava sozinho a maior parte do tempo enquanto eu e minha mãe trabalhávamos. Quando papai começou a receber a tão sonhada aposentadoria, depois de oito anos de espera, a primeira coisa que fez foi comprar ração para a Mila. Dois anos se passaram e papai faleceu repentinamente em uma manhã de quinta-feira, surpreendendo a todos. Curiosamente, papai nos deixou em 18 de março de 2010, há exatos dois anos da data de chegada de Mila. Confesso que fiquei abobada com a coincidência e este fato despertou ainda mais a sensação de que a gatinha veio como um ‘anjo’ para confortar papai e nossa família na época mais difícil de nossas vidas. Coincidência ou não, só Deus sabe, mas tenho seguido a minha vida acreditando que foi algo divino que aconteceu para reforçar ainda mais o meu amor e respeito por todos os animais”.

Gatinho com sarna
Lisa Santos, de Novo Hamburgo-RS, não poupou esforços para cuidar de um gatinho com sarna e acabou contraindo a doença. “Desde criança sempre gostei de animais, independente de raça ou espécie. Mas os felinos sempre foram a minha paixão. Hoje, aos 30 anos, sou ‘mãe’ de 16 SRDs, além de mais uma ninhada que se aproxima e o casal Tchuguy e Múnguy. Em uma manhã acordei e notei algo diferente. Havia, lá no fundo, um ‘mio’, que não era dos meus gatinhos. Em cima do telhado, estava ele: um gato já adulto e debilitado. Seus olhos estavam praticamente fechados e sua cabeça estava quase toda coberta de algo que não consegui identificar. Liguei para o veterinário, que constatou que o gato estava com sarna. Fiquei apavorada, mas me empenhei em fazer tudo certo. Detalhe: precisei colocá-lo em isolamento para que não contaminasse os outros, só que eu não escapei. Mas, em pouco tempo, nós dois estávamos bem. O gatinho ficou bem feio: cor-de-rosa e sem pelo. Em menos de um mês ele já estava lindo e exibia um par de olhos divino de uma cor que nunca havia visto em felinos. Colocamos o nome de Píh. Nos divertimos bastante por alguns meses, até que ele teve complicações urinárias e ficou com apenas 25% dos rins funcionando. Lutou muito, foi completamente guerreiro, mas, infelizmente, a insuficiência renal é uma doença terrível e cruel, e meu Píh se foi. O que me consola é que ele teve uma família que o acolheu e o amou de verdade”.

História enviada por: Leila Bonfietti Lima - / - 23/11/2012 - 00:00

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