Banner

Fui viajar e levei meu gato. Que aventura!

Fotos: Arquivo pessoal

Fotos: Arquivo pessoal

Que os gatos gostam do aconchego de seu lar é inegável. Por isso, viajar com eles pode ser sinônimo de uma grande aventura, afinal, não sabemos o que esperar dos bichanos. Alguns dormem tranquilamente, outros resmungam o trajeto inteiro. Mas uma coisa é certa: todo gateiro adora estar na companhia de seu felino. Por isso, muitos acabam dando um jeitinho de levar o seu gato para passear também. Pedimos para os nossos leitores nos contarem sobre suas viagens com os gatinhos e recebemos histórias muito interessantes e diferentes. Esses bichanos estão cada vez mais viajados e já podem trabalhar como guias turísticos!

Vamos a la playa
Sempre que viaja para a praia, Fátima Freitas Fripp, de Porto Alegre - RS, leva os seus bichanos. O trajeto é um pouco agitado, mas a estadia compensa. “Sempre que saímos de férias, meu marido e eu levamos nossos gatos para Torres, uma praia do Rio Grande do Sul e também minha cidade natal. Em nossa última viagem, foram sete gatinhos. E quem não sabe que gatos não curtem sair do seu cantinho? Os nossos não são diferentes. Ficam agoniados durante as duas horas de viagem. O Petucho baba a viagem quase toda, a Flor de Lótus e o Piquininhu miam quase o tempo todo, o Xuxu, que em casa raramente solta um miadinho dengoso, só parou de miar desesperadamente depois que mandamos fazer uma divisória com tela, que separa os bancos da frente do restante da camionete, onde passei a ir com a turma, para diminuir o estresse. A Mimimosa, a Solara e o Bipo não abrem mão de ficar bem pertinho de mim, enquanto o Xuxu fica no colo. O porta-malas já vai com tudo preparado: caixinha de areia, caminhas, caixas de papelão e ração. Claro que, algumas vezes, rolam xixizinhos e/ou cocozinhos, mas sempre no local apropriado. A viagem é uma zorra porque há os que ficam quietos por um bom tempo, mas também os que ficam zanzando para lá e para cá. Quando a gente chega ao destino, parece que os gatinhos nem lembram mais das horas dentro do carro e é só alegria, pois o espaço que podem utilizar é bem maior do que o liberado aqui em casa. Por mais que achem o traslado ruim durante a viagem, sabemos que o melhor para eles é ficar conosco. Nem pensamos em passar as férias longe dessa turminha arteira.”

Gatinho fujão
Raffestin, o bichano de Luísa Soares Cargnin, de Porto Alegre - RS, quase fugiu de sua família em sua primeira viagem. “Meu nome é Luísa, tenho 12 anos e um gatinho Persa de cor creme chamado Raffestin (pronuncia-se Rafestã). Normalmente ele só come, dorme, come, dorme... Então imagine a aventura quando fomos viajar para uma praia em Santa Catarina: quatro horas de viagem! Fomos ao veterinário para fazer um check-up e ‘pé na tábua’. No início ele ficou um pouco estressado. Sabe como é, estava em um lugar diferente e era a sua primeira viagem, mas logo se acostumou. Então, fazia mais ou menos três dias que estávamos lá, era uma noite chuvosa, estávamos conversando, quando de repente: ‘cadê o gato? ’. Procuramos lá, procuramos cá e nada, até que decidimos averiguar a varanda, e adivinhem? O gatinho estava bem no pé da escada, quase saindo para a rua. Nós só olhamos para ele, que ficou parado por alguns segundos e subiu correndo de volta para a casa. Chegou escorregando e tropeçando, todo molhado e foi tomar um ‘banho de gato’. Na hora foi engraçado, mas imagino o que teria acontecido se ele decidisse sair correndo porta afora. Acho que no fundo ele me ama de verdade, pois se não gostasse de mim e da minha família teria ido embora assim que teve a chance.”

Problemas com o companheiro de viagem
No meio de sua viagem, Daiana Tasca, de Garibaldi - RS, começou a ouvir os resmungos de Tigrinha. O que será que o seu companheiro de viagem aprontou para tanta reclamação? “Adotei outro gatinho e ele não para! Quando passo o fim de semana em Porto Alegre, levo os meus três gatinhos. Só que ainda possuo apenas duas ‘casinhas’ para transportá-los. Em uma dessas viagens, passando por Canoas, sinto um forte odor. ‘Alguém’ aprontou e sua companheira começou a resmungar até o término do trajeto. Segui o caminho até Porto Alegre torcendo para ser só xixi. Mas, quando os soltei, adivinhem? Tive que dar banho nos dois, mas a gata, até hoje, resmunga quando o gatinho se aproxima. (Tomar banho de graça não, né?)”

O bichano turista
O gatinho de Clari Maria Fedrizzi, de Porto Alegre - RS, acompanha a família em todas as viagens. Dessa vez o destino foi Cambará do Sul, conhecida por seus famosos cânions. Vamos conferir a aventura do felino? “O viajante do dia é o Theodoro, meu gato Himalaio. Ele adora um carro e viajar em companhia de seus donos. No feriado de 12 de outubro de 2012, fomos (eu, meu marido Roberto e minha prima Marla) para Cambará do Sul - RS visitar os cânions. A primeira dificuldade foi conseguir um hotel ou pousada que aceitasse animais de companhia. Conseguimos um pequeno chalé no centro da cidade. No carro tudo foi uma festa. Ele dormiu no meu colo, no banco do passageiro, praticamente o tempo inteiro, a não ser quando o sol bateu e ele foi para o banco de trás brincar de cabaninha com a Marla. Ao chegarmos ao chalé, ele, que se adapta a qualquer ambiente, não gostou muito do local e queria ficar apenas perto de mim. Quando acendemos a lareira, ele olhou desconfiado até sentir o calorzinho agradável e se deitar em uma cadeira para curtir o momento. Ele adorou a cesta da lenha, um ótimo esconderijo felino. Pela manhã, olhou para a lareira apagada e reclamou (sim, o Theo não mia, apenas emite sons parecidos com os dos pombos). Durante nossos passeios e jantares ele ficou no chalé. No último dia, fomos com ele até o Cânion Itaimbezinho, mas, infelizmente, animais de companhia não entram. Então, ele ficou no carro sendo supervisionado por uma funcionária do parque. Ele não se abalou e ficou dormindo. Quando retornamos ao carro, lá estava ele, feliz com a nossa presença. O Theo adora ficar no console do carro olhando a paisagem, mas não fica ali por causa da falta segurança. Bom, esta foi uma das viagens do Theodoro, pois ele nos acompanha em quase tudo desde os seus quatro meses: praia, casa de amigos e familiares e, quando os hotéis e pousadas o aceitam, lá vamos nós!”

Perdido no interior
Quando criança, Grasiela Bazzo, de São Paulo - SP, achou que tinha perdido o seu gatinho durante uma de suas viagens para o interior com a família. “Na minha infância, os meus pais sempre viajavam para o interior. Tive uma gata chamada Mimila, que deu à luz três filhotes e morreu envenenada algumas semanas depois. Os gatinhos ficaram órfãos e eu não queria doá-los. Em uma de nossas viagens de férias para o interior, levei os três filhotes dentro de uma caixa no carro com mais quatro pessoas. Os bichanos ficaram estressados com o barulho dos veículos na estrada: miaram, defecaram e urinaram. Também ouvi muita reclamação do meu pai, que não gosta de gatos. Ao chegar à cidade, não desgrudei dos filhotes, achando que eles poderiam ser tirados de mim. Passamos alguns dias por lá visitando os familiares. Os filhotes foram a atração da criançada. Na volta para São Paulo, infelizmente, percebi que levaram as duas fêmeas sem que eu soubesse e deixaram apenas o macho preto e branco, chamado Pintado, que ficou comigo por oito anos e depois sumiu de repente. Durante esses anos, ele viajou comigo para o interior várias vezes. Ele sempre ficava em casa. Às vezes, dava a sua voltinha pela vizinhança e logo voltava. Mas em uma dessas viagens, o Pintado não retornou de sua voltinha noturna e tivemos que voltar para São Paulo sem ele, para o meu desespero! Queria o meu gato comigo! Passei uma semana chorando e perguntando sobre ele. Algum tempo depois, ligaram do interior e disseram que o Pintado havia voltado para a casa do meu avô. A minha ansiedade era tanta que fomos buscá-lo já no fim de semana. Era ele mesmo! Estava bem. Que felicidade! Claro que aquele dia ele dormiu no meu quarto. O dia amanheceu e voltamos para São Paulo. Para mim, sempre foi uma aventura viajar com os meus bichanos. Quando o Pintado desapareceu fiquei muitos anos sem ter gatos em casa. Sentia a sua falta. Hoje tenho sete gatos, a mais velha tem 15 anos e os mais novos, dois. Ainda tenho muitas histórias para contar!”

História enviada por: Leila Bonfietti Lima - / - 22/01/2013 - 00:00

Veja também

Por: Jornalismo Top.co

Fotos de arquivo pessoal

Novembro

647 visualizações

Onde meu gato gosta de ficar

Por: Jornalismo Top.co

Fotos de arquivo pessoal

Outubro

493 visualizações

Gatinhos vencedores

Por: Jornalismo Top.co

Seguidores da página da Pulo do Gato no Facebook contam quais artimanhas usam para deixar o gatinho bem tranquilo - Foto

Setembro

570 visualizações

Felino entediado é sinônimo de problema

Por: Jornalismo Top.co

Leitores revelam os cuidados que têm no dia a dia  com seus gatos. Fotos de arquivo pessoal.

Julho

477 visualizações

Segredos para o bem-estar do gatinho

Por: Jornalismo Top.co

Leitores mostram como protegem seus felinos nos dias de frio

Junho

490 visualizações

O frio chegou na Pulo!

Por: Jornalismo Top.co

Gatos que querem chamar a atenção

Maio

668 visualizações

Gatos que querem chamar a atenção

Por: Jornalismo Top.co

Gatos que querem chamar a atenção

Maio

1362 visualizações

Gatos que querem chamar a atenção

Por: Jornalismo Top.co

Lugares inusitados onde eles dormem

Janeiro

871 visualizações

Lugares inusitados onde eles dormem

Por: Equipe De Jornalismo Top.co.

Fotos: Arquivo pessoal

Setembro

5837 visualizações

Como é o humor do seu gato?

Por: Leila Bonfietti Lima

Fotos: Arquivo pessoal

Maio

4866 visualizações

Meu gato tem um ritual para...

Por: Leila Bonfietti Lima

Fotos: Arquivo pessoal

Outubro

4160 visualizações

Seu gato já foi motivo de discórdia na família?

Por: Fabiana Bahia De Lima E Silva

Meus pequenos

Maio

3941 visualizações

Meu marido tem ciúmes dos meus gatos

Por: Leila Bonfietti Lima

Fotos: Arquivo Pessoal

Novembro

3722 visualizações

Como seu vira-lata cruzou o seu caminho?

Por: Jornalismo Editora Top.co

Foto: Arquivo pessoal

Janeiro

3504 visualizações

Sim, admito que fui responsável pelo mau costume dele!

Por: Jornalismo Editora Top.co

Fotos: Arquivo pessoal

Novembro

3495 visualizações

A maior travessura que meu gato já fez...

Por: Danielle Neire

Eddie (o preto) e Iron (o cinza)

Julho

3281 visualizações

Humor dos meus gatinhos

Por: Jornalismo Editora Top.co

Xaninha, de Milena Peixer Foto: Arquivo pessoal

Maio

3041 visualizações

Visita permanente



Mais Histórias